IETEC: 25 anos de soluções educacionais

Harley Pinto

 

"Criar e difundir o conhecimento, contribuindo para a formação de recursos humanos de alta qualificação”. Estas palavras são do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Jr. se referindo à atuação do IETEC que completa, em 2012, 25 anos de trabalho, se consolidando como fornecedor de soluções educacionais para empresas e profissionais de mercado.
Foram ministradas, até o momento, mais de 100 mil horas/aula, gerando conhecimento e informação para cerca de 52 mil pessoas se capacitarem nos diversos cursos oferecidos – curta duração, pós-graduação, MBA, in company e a distância.

Início
Criado em 1987, em parceria com a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), o Instituto de Educação Tecnológica começou como promotor de seminários e cursos para engenheiros. Quem conta é o ex-sócio do Instituto, José Maria Lorentz. “O IETEC surgiu como promotor de seminários e cursos na área de engenharia. Mas, desde sempre, identificamos que precisávamos ampliar nossa área de atuação. Quando surgiu a oportunidade de nos mudarmos para a Savassi, num local com melhores instalações e melhor localizado, soubemos que era chegado o momento. O novo local permitiu que focássemos no que seria a nossa especialidade: a oferta de cursos inovadores e conectados às mais recentes demandas do mercado profissional”, analisa o administrador de empresas e que hoje presta consultoria para o Instituto.

Reconhecimento de mercado
Outra marca do IETEC é sua equipe de professores e coordenadores, todos com larga experiência acadêmica e vivência no mercado de trabalho. Luiz Augusto Barcellos de Almeida hoje é Superintendente de Sustentabilidade Empresarial da Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), mas foi, por muitos anos, professor de cursos de curta duração e pós-graduação no Instituto. “Conheço o IETEC desde antes de ele ser fundado. Estive com o Ronaldo nos primeiros momentos da escola. E muito me honra dizer que lecionei aqui. Para mim, o principal mérito da instituição é oferecer as condições para que os gestores se aprimorem nas melhores técnicas disponíveis para melhorar suas atuações profissionais. Os programas dos cursos possuem um cuidado extremo com a objetividade, procurando sempre oferecer conhecimentos que serão aplicados imediatamente pelos alunos, assim que eles retornarem às suas empresas. Esse zelo, esse foco, fez do IETEC o que ele é hoje: uma instituição de ensino conhecida, e reconhecida, por todo o país”.
Um bom exemplo de profissional capacitado nos cursos do IETEC é o engenheiro eletricista João Carlos Araújo da Silva Neto, gerente da área de gestão de projetos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Ele é um dos poucos brasileiros – na verdade só existem outros cinco atualmente – que possui a certificação em APMC (Advanced Project Management Certificate) pelo IIL (Institute for Learning). A qualificação, para ele, sempre foi fundamental. “Ao longo da minha trajetória, sempre busquei alinhar muita teoria a prática. Dentro deste contexto, busquei fontes de teoria sobre o gerenciamento de projetos em cursos de pós-graduação, mestrado e certificações. Ao longo desta trajetória, tive a oportunidade de trabalhar com grandes investimentos dentro destas indústrias, o que foi fundamental para a consolidação do conhecimento adquirido”, pontua o experiente PMP, ex-aluno do MBA em Gestão de Projetos e atual professor do IETEC.
Outro ex-professor que corrobora a qualidade dos professores e alunos é o ex-professor e CEO da Ferrous Resources do Brasil, Jayme Nicolato. “O Instituto se caracteriza por estar na vanguarda de oferta de cursos nas mais variadas áreas, em sintonia com as principais demandas da sociedade contemporânea. As preocupações do Instituto com o desenvolvimento sustentável e com a adoção das melhores práticas de gestão são reconhecidas por todo o mercado. Sempre percebi um diferencial para a formação dos alunos, que são preparados para serem profissionais de destaque nos seus respectivos setores de atuação”, afirma o executivo, que já foi diretor da Vale e da CSN.

Inovação e pioneirismo
O IETEC sempre foi pioneiro nos cursos ofertados. Desde o início de suas atividades, quando oferecia cursos de microinformática e qualidade total, e, principalmente na área de telecomunicações.
“O Instituto sempre esteve à frente de seu tempo. Hoje em dia se fala muito que o IETEC saiu na frente, oferecendo cursos de pós-graduação na área de Gestão de Projetos, depois de Inovação Empresarial. Mas isso sempre ocorreu na história da escola. Sempre estivemos um passo adiante de nossos concorrentes, pensando em soluções educacionais que atendessem às necessidades das empresas. Isso não é novidade para nós, assim como não é novo as empresas perceberem que precisam do tipo de profissional que formamos, um profissional capacitado em diversas áreas do conhecimento”, analisa o coordenador da área de Inovação e Criatividade, José Henrique Diniz, profissional com mais de 30 anos de expertise na área.

Um pé na indústria...
Em 1998, convidado pelo professor Aristides Machado, José Ignácio Villela Jr. – profissional de destaque no mercado profissional, com passagem por grandes empresas do segmento industrial – ingressou no IETEC, coordenando o curso de Administração da Produção. “Como ainda atuava na indústria, sentia com maior clareza as deficiências que os profissionais possuíam e o que as empresas precisavam. A partir de então, passamos a dar maior foco à busca de soluções para estas demandas corporativas”, analisa.
Para Luiz Fernando Pires, presidente do SINDUSCON-MG (Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado de Minas Gerais), na história humana, não há registro de nação que tenha crescido sem investir massivamente em educação. “Não somente como empresário, mas como líder sindical, entendo que é a qualificação da mão de obra é um dos principais investimentos que devem ser realizados. A formação das pessoas passa pela sua realização enquanto profissional. E, nesse ponto, o IETEC possui atuação de destaque”, pontua.
“Vivemos hoje, em todos os setores e muito especialmente na economia, a era do conhecimento, da inovação e do desenvolvimento tecnológico. Nossa crença é a de que a agregação de conhecimento resulta, sempre, também na agregação de valor às empresas e aos produtos que colocam no mercado. E isso é o que o IETEC faz”, diz Olavo Machado Jr., presidente da Fiemg.

... e outro na tecnologia
As previsões de crescimento para a área de Tecnologia da Informação (TI) são cada vez maiores quando o assunto é a participação na economia brasileira. Em 2012, as perspectivas já colocam o Brasil como o terceiro mercado com maior crescimento desse mercado, conforme apontado pela Gartner, empresa responsável por pesquisas nesse setor.
Com os possíveis resultados nos próximos anos, o volume de dados, informações e negócios irá se expandir significativamente. Com isso, a possibilidade de que as empresas ainda não saibam como devem lidar com o futuro leque de novidades aparece como uma preocupação. Saber controlar e aproveitar o crescente número de dados tecnológicos e informacionais se tornou um desafio para as organizações que ainda não conseguiram se preparar.
Mas nem sempre foi assim. Quando o IETEC surgiu, seus primeiros cursos foram justamente na área de microinformática, algo que viria a originar, anos depois, a área de Gestão e Tecnologia da Informação nas empresas. Quem conta é o ex-diretor de Ensino, Aristides Machado. “Me lembro claramente. Tínhamos três computadores, Cobra XPC, que utilizávamos para a área administrativa durante o dia e, á noite, levávamos para as salas de aula. Mas todo esse empenho valeu a pena. Rapidamente conseguimos nos destacar no mercado de microinformática, consolidamos nossa marca e foi possível, ainda, criar novas ementas para um mercado que, até aquele momento, não sabia que precisava daquelas informações. Fomos pioneiros na oferta e na capacitação de profissionais que hoje estão à frente de grandes empresas Brasil afora”, rememora.
O diretor-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Assespro-MG), Ian Campos Martins, concorda com Machado, complementando que o Instituto contribui de forma consistente para a melhoria do nível dos profissionais do Brasil e de Minas Gerais, de forma particular. “Sou um pouco suspeito, já que fiz duas pós-graduações no Instituto, além de alguns cursos de curta duração. Os cursos oferecidos são inovadores, e anteveem demandas e necessidades do mercado. Isso é muito importante, não apenas por suprir uma demanda latente do mercado por novos profissionais especializados, mas também por mostrar ao nosso empresariado outras frentes de negócios”, afirma o diretor-presidente, cuja entidade tem o objetivo de representar, fomentar o desenvolvimento de negócios e criar meios para o fortalecimento da área de Tecnologia da Informação.
Segundo a coordenadora técnica de cursos de TI do Instituto, Alexandra Hütner, qualquer negócio, de qualquer área, precisa ser preparado, analisado e discutido antes da tomada de decisões, principalmente em uma fase de grandes novidades e crescimento. “É preciso conhecer a fundo o ramo de atuação de cada empresa – o seu cenário interno e externo – para levar a informação certa para a pessoa certa, de maneira correta, no momento e local apropriados”, afirma.
Um dos assuntos discutidos esse ano no fórum “Brazil in 2022: Ordem e Progresso”, organizado pela revista The Economist, foi a preparação que o país deve ter para conseguir aproveitar as milhares de oportunidades que surgirão nos próximos anos tanto na economia nacional, quanto na mundial.
Para Martins, o mercado de TI possui alguns gargalos, como uma visão mais gerencial. “Vejo os profissionais muito centrados em suas áreas de atuação. É necessário possuir não apenas uma questão técnica, mas também macro, do negócio. Além disso, é necessário saber conversar com o cliente”, analisa. Outro ponto explorado por ele é a busca de novos mercados. “Precisamos sair da realidade local e começar a olhar para o mercado externo. Dentro de alguns anos, a demanda interna estará saturada. Precisamos iniciar, já, a internacionalização de nossas empresas, profissionais e serviços. E, para isso, precisamos de profissionais com a visão que o IETEC forma, prática, funcional, mas também analítica e, sobretudo, inovadora”, pontua.
A fundação de uma mão de obra especializada e preparada para encarar os futuros desafios é fundamental e deve ser o primeiro passo no processo. Com os investimentos por parte do governo, que incluem até bolsas de estudos para os interessados na área de TI, Hütner acredita que será possível criar um mercado bilionário de softwares de análise de negócios e da informação nos próximos anos. “Sem dúvida nenhuma a Tecnologia da Informação será uma das áreas de maior crescimento nas próximas décadas”, conclui.

Educação como geradora de renda
A educação e a especialização profissional são fundamentais para o desenvolvimento do país em todos os nichos de mercado. “Qualificar melhor os profissionais, sobretudo aqueles que já estão graduados, oferecendo-lhes as condições adequadas para sua especialização são pontos de destaque do trabalho do IETEC. Nesse sentido, a atividade do Instituto se mostra de suma importância, não somente para o incremento da economia de Minas, como para a consolidação do Brasil como personagem relevante no contexto internacional do trabalho”, afirma o presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros, Ailton Ricaldoni Lobo.
Para Mario Neto Borges, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), o principal ponto a ser valorado na atuação do IETEC é a sua busca pela valorização do conhecimento e gerador de renda. “É fundamental que tenhamos profissionais capazes de trabalhar com ciência, tecnologia e inovação não só dentro das universidades e centros de pesquisa, mas também nas empresas. Para tanto, é de grande importância a existência de escolas que ofereçam ensino de qualidade com ética e responsabilidade social. O IETEC cumpre este papel com maestria. A FAPEMIG, que também acaba de completar seu jubileu de prata, deseja vida longa ao Instituto, para que continue promovendo o desenvolvimento de profissionais de ponta através da educação tecnológica continuada, possibilitando a melhoria da gestão nas organizações”, ratifica.

Preocupação com a sustentabilidade antes mesmo de a palavra estar na moda
De acordo com Roberto Messias, ex-presidente do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) entre março de 2003 e março de 2010, que lecionou no IETEC, a existência do Instituto de Educação Tecnológica, por si só, vem preencher uma lacuna no desenvolvimento tecnológico do estado. Para ele, o crescimento das empresas tendo por base um maior cuidado com a sustentabilidade significa um impacto ambiental menor. “Ou seja, o conhecimento compartilhado pelo Instituto por meio de seus professores, permite que estes alunos, ao retornarem às suas empresas, adotem melhores procedimentos, o que, em síntese, gera produtos que agridem menos o meio ambiente”, analisa.
Os impactos causados pela atividade humana se tornaram uma responsabilidade de todos. O interesse da população em alterar os rumos do planeta está cada vez maior. “A questão ambiental veio para ficar e vai continuar abrindo ainda mais oportunidades de atuação profissional em diversas áreas. Dessa maneira, basta apenas procurar uma melhor qualificação, visto que as chances de emprego estão somente nos aguardando”, afirma o professor da área ambiental Luiz Ignácio Fernandez.
Ser a empresa mais produtiva, com melhores custos e maiores lucros não é o único objetivo da atualidade no mundo corporativo. Adotar uma postura sustentável e que se adeque cada vez mais às exigências do “mercado verde” se tornou um dos principais pontos passivos do setor empresarial, com destaque para a indústria.
Possuir uma preocupação real com o desenvolvimento sustentável já é um fator considerado na competição por maiores fatias de mercado. Porém, a crescente demanda por uma economia cada vez mais limpa se volta para a necessidade de mão de obra qualificada e que domine os conceitos e ideais de uma responsabilidade socioambiental.
De acordo com uma pesquisa feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde deve criar 20 milhões de empregos até 2030. Tal resultado é otimista, mas é preciso apresentar cautela no momento de escolher o profissional adequado para as novas atividades que também vão surgiu e crescer no mercado.
Segundo Fernandez, a atual preocupação com o meio ambiente não se baseia somente no controle da poluição, como ocorria nos anos 90. “As empresas estão criando projetos ambientalmente corretos cada vez mais eficazes e complexos. Por conta disso, é cada vez maior a necessidade de ter profissionais com reais conhecimentos sustentáveis”, afirma.

Desenvolvimento sustentável 
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado pela ONU para buscar consenso internacional sobre o assunto, responsabiliza a atividade humana pelo aquecimento global e conclui, em linhas gerais, que se o homem causou o problema, ele precisa solucioná-lo.
Desta forma, a busca por soluções capazes de reverter os efeitos do aquecimento global deixa de ser uma ação isolada para se transformar em um objetivo de todos os povos. A Ecolatina – Conferência Latino-Americana sobre Sustentabilidade – é exemplo de que o debate sobre estratégias que promovam o desenvolvimento sustentável não se limita apenas à esfera governamental. O encontro foi um convite a toda sociedade para a construção de um mundo mais justo também para as futuras gerações.
Criado em 1998 e coordenado pelo IETEC, as sete edições do evento contaram com a presença de mais chefes de autoridades, em mesas redondas, painéis, além de feiras e eventos paralelos. “Foi um marco na história ambiental de Minas, uma grata ousadia do IETEC”, afirma Roberto Messias, ex-presidente do IBAMA.
Somente a última edição teve a participação de 31 países e 255 palestrantes. 
A Ecolatina pode ser entendida como um aperfeiçoamento a respeito do debate sobre o Meio Ambiente no Brasil. Surgiu seis anos após a realização da ECO-92 – a conferência promovida pela ONU, na cidade do Rio de Janeiro. “Naquela ocasião, percebemos que os discursos sobre o futuro do planeta estavam limitados aos governos das 143 nações ali presentes. As ONG’s, empresários e a sociedade civil, em geral, ficaram excluídas do debate. Desde então, percebemos o quanto era importante ampliar a discussão sobre o tema”, explica o coordenador-geral da Ecolatina e presidente do IETEC, Ronaldo Gusmão.
Desde então, temas como o papel da indústria na redução das emissões de gases de efeito estufa, o investimento em tecnologias sociais, as boas práticas da construção sustentável e a inserção das micro e pequenas empresas na cadeia da sustentabilidade já foram tratados durante a conferência
Para o ex-ministro do Meio Ambiente e ex-secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, a realização da Ecolatina também é uma grande oportunidade para que as discussões sobre o Meio Ambiente não se direcionem somente aos efeitos do aquecimento global: “O evento é espaço também para que sejam ressaltados os aperfeiçoamentos de empresas, governos e entidades sociais que se preocupam em adequar a sustentabilidade em suas ações. Queremos mostrar que é possível crescer sem deixar de ser sustentável”, afirma.
Informar e sensibilizar a sociedade direcionam a Ecolatina desde a sua primeira edição. Como conseqüência disto, o evento se transformou em referência no aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas ao Meio Ambiente. Mas a grande repercussão da Ecolatina vai além da criação de leis. “Nossa maior conquista é promover a mobilização social. A Ecolatina estimula a conscientização da sociedade que passa agora a se perceber como um importante agente de mudanças. E é justamente nisto que acreditamos”, garante Gusmão. 

Pós-graduação para a formação de multiespecialistas
Atento às mudanças do mercado profissional, logo o IETEC se especializou na oferta de cursos de pós-graduação. 
O mercado brasileiro vive um aquecimento como há muito não se via. Obras de infraestrutura, necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016; parques tecnológicos; investimentos em mineração; pré-sal... a lista de áreas que tem demandado maior número de profissionais especializados é extensa, assim como as oportunidades.
O número de vagas disponíveis é diretamente proporcional ao aumento dos investimentos. Mas isso não significa que qualquer profissional será contratado. Mais do que isso. Poucos serão os que terão ascensão na carreira. “Os megaprojetos que o Brasil tem atraído, demandam profissionais com alta qualificação. As empresas tornaram-se muito rigorosas na seleção de pessoas, buscando profissionais completos, que já entrem dando resultado, que dominem inglês, espanhol e outras competências necessárias ao novo contexto corporativo. Sabemos que possuir uma graduação ou mesmo uma especialização não é mais um diferencial de mercado, analisa Marli de Paula, professora do IETEC e especialista em Talentos Humanos, com mais de 20 anos de experiência na área.
Pesquisas promovidas tanto pelo MEC quanto pela iniciativa privada revelam falta de profissionais qualificados e a alta empregabilidade de pessoas com formação profissional especializada. Pesquisa da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) diagnosticou que o número de empresas brasileiras que investem em educação corporativa cresceu 40 vezes entre 2000 e 2009. Em média, os gastos de companhias brasileiras e multinacionais no setor são de R$11 milhões anuais. “Esse aumento no volume de investimento é reflexo da preocupação empresarial em melhorar a educação dos seus funcionários, ampliando também sua própria valorização no mercado”, afirma José Ignácio Villela Jr., diretor do IETEC.
O próprio Instituto realiza, anualmente, levantamento com o objetivo de avaliar a evolução profissional de seus alunos e ex-alunos, tanto do aperfeiçoamento quanto do MBA. De acordo com a pesquisa, 58% dos entrevistados obtiveram acréscimo no salário. Desse total, 21% declarou ter dito aumento de cerca de 20% dos vencimentos.
Um dos dados mais relevantes da pesquisa foi que 97% dos ex-alunos disseram que sentem falta de continuar estudando. “Esse dado demonstra a preocupação desses profissionais com sua carreira, com o cuidado ininterrupto com o processo de aprendizado”, analisa Marli de Paula.
Um bom exemplo dessa preocupação com a qualificação de seus colaboradores é a empresa Comau do Brasil. Somente nos últimos 24 meses, mais de 20 de seus colaboradores cursaram pós-graduações com subsídio da empresa, “Nós encaramos essa ação como um investimento no futuro da organização. Estes profissionais trarão maior conhecimento e melhor gestão dos processos para todos os níveis, dando um retorno infinitamente maior do que o valor investido”, diz Veronica Bistene Salas, Gerente de Desenvolvimento de RH da empresa.
A retenção e promoção de talentos é outro efeito desse maior investimento em educação empresarial. Um bom exemplo é o gestor de negócios Renison Canesso Moreira. Quando iniciou a pós-graduação, ele era gerente pleno na Mecan, ‘braço industrial’ do Grupo Orguel. Durante o curso, recebeu duas promoções, e hoje exerce o cargo de gerente nacional Brasil. “Esse crescimento na hierarquia da empresa se deve a um somatório de fatores. Entre eles, claro, listaria essa melhor qualificação profissional. Esse tipo de iniciativa faz com que o profissional passe a possuir uma maior visão de mercado. Hoje, gerencio mais pessoas, e participo de decisões estratégias do Grupo, alem de interagir com clientes nacionais e internacionais da empresa”, analisa.
Moreira avalia que o desenvolvimento profissional é um dos principais pontos que o diferenciam no mercado. “de nada adianta possuir experiência ou ter um excelente networking. Se a pessoa não possui condições técnicas para desempenhar a função, sua carreira corre sérios riscos de se estagnar ou mesmo de ser superado por outros profissionais”, analisa.

Capacitação on line: mais rápido e eficaz
De acordo com o Ministério da Educação, em 2001, pouco menos de sete mil vagas estavam disponíveis em cursos a distância. No final de 2010, esse número já se aproximava de 1.700.000, ou seja, um salto de quase 25 mil por cento em números de vagas de graduação oferecidas no país.
Um dos alunos capacitados nesta modalidade de ensino é Sandro Fabricio Costa Pinto, que acaba de concluir o curso on line de Planejamento e Controle de Manutenção no IETEC. “A possibilidade de me qualificar sem ter que percorrer longos trechos em viagem foi uma das principais vantagens do curso a distância. Creio que essa modalidade permitirá a muitos profissionais melhorar sua qualificação, assim como às empresas, que terão melhores funcionários”, afirma o técnico em planejamento e manutenção da Mineração Rio do Norte, empresa sediada em Oriximiná/PA, a mais de 3500 km de Belo Horizonte/MG.
Outra vantagem para os interessados diz respeito aos horários de estudo. Na maior parte das vezes extremamente maleável, pode se adequar à realidade do aluno, com o mesmo estudando certa carga-horária diária nos intervalos de trabalho, por exemplo. “Trata-se de um mercado muito atraente, tanto para as empresas de educação, que passam a poder explorar esse novo nicho de mercado quanto para os profissionais, que não precisam fazer longos deslocamentos para se atualizar”, analisa José Ignácio Villela Jr., diretor de Operações e Produto do IETEC.

Cursos com o foco exato no que a empresa precisa
Cursos realizados dentro da empresa têm uma série de vantagens. “Eles permitem a aplicação direta do conteúdo estudado nas atividades do dia a dia da empresa, contribuindo, assim, com o desenvolvimento da organização e das pessoas. Não por acaso, esta é a modalidade de estudo empresarial que mais cresce no país”, afirma Villela.
Segundo ele, as empresas que optam por essa modalidade de curso levam em consideração, três fatores: menor investimento, datas e horários mais adequados à empresa e ao colaborador e, principalmente, adaptação do conteúdo às necessidades da companhia.
As vantagens deste tipo de curso, de acordo com especialistas, também são estratégicas. Por levar em conta as demandas da empresa, os cursos possibilitam a aplicação direta do conteúdo apreendido no trabalho – o que o torna alinhado com os objetivos da empresa, representando um significativo aumento da massa crítica de um número maior de colaboradores, possibilitando a construção do conhecimento coletivo. O curso, portanto, está focado no desenvolvimento da organização e das pessoas de forma a transformar e alcançar resultados corporativos superiores.