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Gestão e Tecnologia da Informação

Virtualização de Desktop como Solução para a Redução de Custos

Adriana Aparecida Costa

Graduada em Tecnologia da Informação. Pós-Graduanda em Gestão de Negócios e TI, Pós-Graduada em Gerência de Informática, Redes de Computadores, Especialista em Análise de Negócios pelo IETEC. Analista de Suporte na COPASA.

RESUMO

Este trabalho visa proporcionar informações a respeito da virtualização de desktops. Mostrar conceitos, utilização, arquitetura, vantagens, desvantagens e benefícios. Através de pesquisas, relatar a evolução e utilização da tecnologia nas empresas, que estão questionando, e com razão, os altos custos de manutenção, os intermináveis ciclos de substituição e as vulnerabilidades de segurança que afetam o desktop padrão em suas redes e faz um comparativo com as vantagens e desvantagens da virtualização de desktop com o uso de thin clients, proporcionando redução do custo total de propriedade. E destaca ferramentas de mercado mais conhecidas.

Palavras chave: Virtualização, Desktop, Thin Client, Mainframe.


1    INTRODUÇÃO

Este artigo pretende mostrar aos gestores de TI como a virtualização de desktops pode se tornar grande aliada na redução de custos. Pesquisas demonstram o crescimento do uso da virtualização com estes objetivos:
 "O mercado mundial de Virtualização deve crescer 20% em 2009, de acordo com o Gartner e Segundo o instituto, a adoção da tecnologia será impulsionada pela necessidade de reduzir custos totais de propriedade (TCO), aumentar a agilidade e velocidade de distribuição da tecnologia, bem como por questões ecológicas, como a diminuição das emissões de carbono".
O Gartner estima que as vendas de desktops virtualizados irão mais que triplicar, crescendo de 74,1 milhões de dólares em 2008 para 298,6 milhões de dólares em 2009. (CAETANO, 2009).

E quando se fala de thin client ou terminais magros, que são terminais que dependem de um servidor para executar aplicações, a lista de benefícios vai longe: menor custo total de propriedade (TCO), mais segurança, economia de energia, vida útil mais longa, facilidade de manutenção, de gerenciamento e de atualização das aplicações.
Um número cada vez maior de empresas tem adotado o thin client como estação de trabalho e principal ponto de acesso às aplicações corporativas, mas não quer dizer que atenda a todas as companhias, ou até mesmo a todas as áreas de uma organização, pois há questionamentos importantes que devem ser feitos antes da decisão de adotar ou não os chamados terminais magros, já que nem sempre o investimento parece muito vantajoso no curto prazo.

1.1    METODOLOGIA

Esse trabalho foi elaborado por levantamento bibliográfico através de pesquisa realizada em livros, sites da internet, monografias, artigos e revistas técnicas sobre o tema de virtualização.

2     REFERENCIAL TEÓRICO

Conforme Santos (2007) o conceito de virtualização data da década de 60, quando a IBM implementou e desenvolveu as máquinas virtuais.
Na época, tinha-se o propósito de utilizar de forma simultânea os caríssimos equipamentos mainframe. A IBM criou e desenvolveu, no início dos anos 70, um sistema operacional radicalmente diferente. Este sistema foi originalmente chamado de CP/CMS e posteriormente de VM/370. O coração do sistema era o Virtual Machine Monitor que proporcionava a multiprogramação e a criação de máquinas virtuais.
A Virtualização de servidores, tão conhecida e difundida atualmente nos servidores da plataforma x86, tem a sua origem e seus conceitos diretamente relacionados a estas descobertas e pesquisas da IBM.
Através da empresa VMWare, fundada em 1998, a tecnologia de virtualização ganhou o mercado.

3    BENEFÍCIOS DA VIRTUALIZAÇÃO

Várias são as justificativas para a virtualização de desktops e inúmeros benefícios. Empresas optaram pelo uso de thin clients ao invés de novos investimentos em estações de trabalho com PCs, devido a vários comparativos de uso das tecnologias como tempo de vida, economia de energia, manutenção, segurança e outros fatores que contribuem para a redução do TCO. Pesquisas informam sobre esta tendência:



Um estudo recente do Gartner revela que, dependendo da aplicação e, principalmente, do nível de gerenciamento, o custo total de propriedade de uma arquitetura centralizada em servidores (server-based computing), com thin clients como estações-cliente, fica entre 12% e 48% menor do que se a opção for pelos ambientes com PCs nas mesas dos usuários. “O thin client é uma solução para reduzir o TCO”, afirma André Vilela, diretor de programas de marketing e canais da Unisys Brasil. A empresa também fez um estudo comparando os dois ambientes e constatou que, com o thin client, o TCO diminui entre 35% e 45% em relação ao PC. “Isso num ambiente bem gerenciado e levando em conta os gastos com servidores, licenças de software, treinamento, suporte e tudo o que é possível medir”, diz Vilela.(SPOSITO, 2008).

“A Citrix defende que o investimento inicial em um projeto de virtualização de desktops é 25% maior do que em desktops tradicionais, mas que em um ano os custos de propriedade (TCO) caem 40%. "Um desktop tradicional gera um TCO de 5 mil dólares em um ano, por exemplo. Em um projeto de virtualização, há uma economia de 1 mil dólares por ano", afirma Ashley Stirrup, vice-presidente do grupo de marketing da divisão de entrega de sistemas da Citrix”. (DALMAZO, 2008).

Muitas vezes o investimento pode não parecer vantajoso, quando se compara o custo de uma solução baseada em thin client e PC, pois os valores são muito próximos, mas redução de custos aparece ao longo do tempo. Para começar, a vida útil de um terminal magro é bem maior do que a de um PC. Pode chegar a até dez anos, segundo os fabricantes enquanto nos PC´s convencionais isso se reduz para 3 anos em média. Como todas as aplicações estão centralizadas no servidor, basta atualizar esse equipamento. Se ocorrer defeitos, basta substituir o terminal por outro, praticamente sem interrupção do trabalho, ou a necessidade de recuperar os dados do disco rígido, como ocorre nos PCs.
A economia de energia é outro fator importante. Um thin client consome 10 Wats de energia enquanto uma estação de trabalho comum consome 69 Wats.
Há casos em que a eficiência dos serviços, propiciada pela alta disponibilidade dos sistemas, é mais importante do que a redução de custos.
Informações contidas no site da empresa Add IT Soluction, enumeram vários benefícios da virtualização de desktops:
•    Aprimorar a experiência do usuário;
•    Reduzir os custos de aquisição dos desktops;
•    Reduzir os custos de manutenção dos desktops;
•    Aumentar a produtividade dos usuários;
•    Ganhar mobilidade de acessos externos;
•    Aumentar a segurança: com o thin client o usuário não baixa arquivos contaminados nem programas que comprometem a produtividade;
•    Centralizar os dados corporativos; Facilidade de backups e restauração;
•    Instalar desktops completos em servidores centralizados;
•    Reduzir custos com espaços;
•    Reduzir custos com energia elétrica;
•    Aumentar a administração da rede e ganhar em economia com pessoas para suporte;
•    Não permitir o uso de softwares desautorizados e não homologados;
•    Configurar grupos de trabalho e departamentos inteiros em minutos;
•    Tornar-se independente de fornecedores e aplicações;
•    Centralização de redes;
•    Consolidação de servidores descentralizados;
•    Economia com links dedicados e de internet;
•    Menor largura de Banda;
•    Centralizar licenças de software. Economia em licenças de software – já que não é preciso ter uma cópia dos aplicativos em cada máquina;
•    Alta disponibilidade de serviços;
•    Acesso dos usuários interna ou externamente aos serviços da empresa de forma mais fácil, já que os dados estão centralizados.

4    INFRA-ESTRUTURA DA VIRTUALIZAÇÃO DE DESKTOPS
 
A arquitetura a seguir, é a mínima necessária para a implantação da solução:
•    Servidor: as máquinas de desktops virtuais são hospedadas em hardware baseado em X86 que executa um software gerenciador.
•    Protocolo Adequado: estabelecer conexão do servidor com thin clients é tarefa para um protocolo de desktop remoto. Os mais conhecidos são o ICA (Independent Computing Architecture) da empresa Citrix Systems Inc., o RDP (Remote Desktop Protocol) da empresa Microsoft e o View Client da empresa VMWare.
•    Hardware de Interface para o usuário: estação de trabalho desktop, com o thin client ou um desktop padrão transformado em desktop virtual. Um thin client não possui HD, usará armazenamento em memória de somente leitura, são equipados com versões simplificadas dos sistemas operacionais Windows CE, Windows XP ou Linux, chamadas de embarcadas, porque vêm gravadas na memória flash.

Figura1-Infra-Estrutura de Virtualização de Desktops.
Fonte: VMWare.

5    VANTAGENS

A Tabela 1 é um resumo comparativo de vantagens entre o desktop virtual e o tradicional: 
Tabela 1 – Comparação entre Desktop Virtual e Tradicional
    Desktop Virtual    Desktop Tradicional
Usabilidade    Executa aplicativos tradicionais    Executa aplicativos tradicionais
Segurança    Ponto único de segurança, no servidor, o usuário não executa nada que ele não tenha direito    Pontos distribuídos de segurança, todos os desktops
Gerenciamento    Ponto único, fácil de gerenciar e administrar, somente no servidor    Requer gerenciamento descentralizado e grandes equipes de TI
Disponibilidade    Sempre disponível, aumento de produtividade dos usuários    Alto downtime, usuários com baixa produtividade e altos custos para a empresa
TCO    Redução de custo no momento zero do projeto e economias de até 75% nos gastos com aquisição, administração, manutenção de desktops isso significa economia de milhões de reais    Rápida depreciação, alto custo de aquisição e elevado custo de manutenção, baixa vida útil, aproximadamente 3 anos.
Fonte:  ADD IT Soluction, 2009.

6    DESVANTAGENS

Algumas desvantagens relatadas nas pesquisas do uso da tecnologia:
•    As máquinas virtuais consomem bastante processamento e memória, o que requer servidores com maior processamento.
•    Único ponto de falha (o servidor ou o hub/switch que interliga os pontos da rede) que pode derrubar a rede inteira caso falhe.
•    Limitações do thin client: a dificuldade para rodar aplicações mais pesadas ou que exigem processamento gráfico, como CAD.
•    Impossibilidade de rodar alguns aplicativos, entre eles aplicativos VOIP e de videoconferência.
Considerando as vantagens e desvantagens, através de pesquisas recomenda-se o terminal magro em call centers, estações de escritório, em ambientes hostis como fábricas (devido a resistência) e estações padronizadas que não requer muito processamento.
E não recomenda-se em estações de desenvolvimento, de computação gráfica ou que requeiram alto processamento.

7    PRODUTOS

Para que a implementação da solução seja completa, vários são os fornecedores que propõem a implantação da solução, mas os mais conhecidos de mercado são:
a)    O Microsoft VDI (Virtual Desktop Infrastructure - Infra-estrutura de Estação de Trabalho Virtual) é um modelo arquitetônico emergente em que sistemas operacionais clientes são executados em máquinas virtuais (VMs) no data center e interagem com dispositivos clientes dos usuários tais como PCs ou Thin Clients.
b)    VMware VDI:  O VMware foi criado em 1998 com objetivo de trazer tecnologia de máquinas virtuais aos computadores de todo setor. É hoje a máquina virtual para a plataforma X86 mais bem elaborada e difundida dos últimos tempos.
c)    Citrix XenDesktop:  Em 1995, a empresa Citrix Corporation® lançou seu primeiro produto, o WinFrame™ como parte integrada do sistema operacional Windows NT® (Smith, 1998). Parte desta tecnologia veio mais tarde a gerar o ICA® (Independent Computing Architeture), importante protocolo, de comunicação para redes Thin Client.

8    CONCLUSÃO

A extensão em que as empresas estão usando computadores e tecnologia da informação para obter vantagem competitiva continua a crescer. As empresas de visão devem estar constantemente atualizando ou adquirindo novas tecnologias e sistemas para permanecer competitivas no dinâmico mercado atual.
A virtualização de desktops propõe a redução do TCO e inúmeros benefícios, porém, por outro lado obriga a empresa a investir em infra-estrutura mais reforçada.
As organizações, com a solução de virtualização de desktops passam a ter desktops seguros, isolados, de fácil instalação, manutenção e suporte, e acessíveis de qualquer local. A relação custo-benefício é uma ótima proposta, mas cabe a cada um avaliar se a solução atende de acordo com seus objetivos estratégicos e fazer um bom planejamento para a implantação da solução.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ADD IT SOLUCTION. Benefícios do desktop virtual: O que é Virtualização de Desktop Corporativo. 2009. White paper. Disponível em:

 

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