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:: Gestão de Projetos

Demanda por gerentes de projetos em alta

Tatiana Moraes

Na contramão dos mais diversos setores da economia, o segmento de gestão de projetos (GP) agiu positivamente à crise financeira internacional – desencadeada em setembro de 2008 com término oficial anunciado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro do ano passado. Capazes de gerenciar riscos, reduzir custos e melhorar os processos produtivos das empresas, os especialistas da área são uma das apostas do mercado corporativo no pós-crise.

A afirmação é do presidente do Project Management Institute em Minas Gerais (PMI-MG), Márcio Tibo. “As empresas finalmente perceberam que definir um objetivo e traçar ações para alcançá-lo, mediante a previsão de riscos e as dificuldades, por exemplo, aumenta a possibilidade de sucesso do projeto”, afirma.

A aplicabilidade da metodologia aos mais diversos setores foi outro ponto citado por Tibo como fator responsável pela intensificação da demanda. Frente a este cenário, a implantação de Project Management Office (PMO), ou escritório de projeots, tornou-se uma constante.

Na avaliação do vice-presidente de Educação do PMI-MG, Leonardo Fabel, a estruturação de PMOs no Brasil é reflexo do reconhecimento da gestão de projetos como estratégia facilitadora para o alcance de metas e resultados. Prova desta percepção, segundo ele, foi a recente implantação do escritório de projetos da unidade brasileira da Comau, indústria de autopeças italiana com unidade em Betim, na Região Metropolitana de Belo (RMBH). Fabel, que é ex-aluno de pós-graduação e MBA do Ietec, foi o profissional escolhido para assumir o escritório.

“As empresas que querem se destacar no mercado reconhecem a importância da gestão de projetos, que está em franca expansão no Brasil”, diz o gerente, que teve o primeiro contato com a metodologia de projetos em um curso gratuito promovido pelo Ietec em 2003.

Números – O presidente do PMI-MG endossa a afirmação de Fabel. Segundo ele, em todo o mundo são 300 mil profissionais certificados pelo PMI. Destes, apenas 2,3% estão no Brasil, país que realiza o maior encontro da área em número de participantes fora do eixo EUA-Canadá, o IV Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos, realizado com o apoio do Ietec.

De acordo com Tibo, 1,2 mil profissionais participaram na última edição do evento, promovida em novembro de 2009, durante três dias, em Belo Horizonte. O número de pessoas presentes no congresso é 50% superior ao registrado em 2008. “Realizar um congresso desta relevância no país, em especial em Minas Gerais, é de enorme relevância”, disse o chairman do PMI, Ricardo Viana Vargas, durante o evento. Na oportunidade, o presidente do PMI, Gregory Balestrero, destacou a importância do gerente de projetos no pós-crise.

Cabe ressaltar que 20% dos participantes eram alunos e ex-alunos do Ietec, instituição de ensino pioneira na formação de gerentes de projetos no Brasil.

Capacitação – Embora especialistas projetem aumento das vagas em 2010, o professor do curso de pós-graduação em Gestão de Projetos e coordenador da área de Qualidade do Ietec, Pedro Paulo de Oliveira Melo, alerta para a escassez de mão de obra qualificada.

“O mercado é dinâmico e exigente. A necessidade de profissionais que acrescentem competências e possuam capacidade de expandir a competitividade das organizações, sejam elas públicas ou privadas, é crescente”. Além de destacar a capacitação, o professor enfatizou que participar de cursos e eventos da área contribui para que o profissional amplie o networking.

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