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TI

As mudanças de percurso nos projetos de Tecnologia da Informação

Saulo Borges

Tecnólogo em processamento de dados; pós-graduado em gestão de projetos pelo Ietec.

1 - Introdução

Nos meios estratégicos das corporações do mundo atual, existe um desconforto generalizado devido ao alto grau de incerteza dos grandes projetos de desenvolvimento de sistemas.

O longo período de tempo entre o levantamento das necessidades para a elaboração do escopo e o teste de homologação final do produto passando por todas as fases de planejamento e desenvolvimen-to, propicia ao projeto uma representativa vulnerabilidade a mudanças.
Este é um tema de grande importância no segmento de Tecnologia da Informação e tem mereci-do muita dedicação e análise por parte dos seus seguidores.

2 – O contra-senso

O mundo presente expõe as corporações a um mercado cada vez mais competitivo, exigindo que sejam sempre eficazes e dinâmicas. É unânime dizer que tais qualidades só são tangíveis com o emprego sistemático da Tecnologia da Informação, mas saber que, por outro lado, o uso inadequado torna-se fator de inércia é um grande paradoxo.
Não são raras as situações em que, por definição estratégica, tem-se que mudar o rumo de um projeto de TI durante qualquer uma de suas fases. Imagine o exemplo de uma empresa de telefonia que está implementando secretamente um plano de tarifas inteligente, mas que no meio do projeto é surpre-endida pela publicidade de algo semelhante por parte de sua concorrência. Imediatamente, definições estratégicas mudam o norte do trabalho e uma pressão forte sobre o projeto de TI se inicia.

Este momento exemplificado é o ponto crucial. Dois são os principais caminhos a serem percor-ridos: Rever o escopo, o planejamento e interação com demais sistemas e extrapolar o prazo e talvez os custos ou implementar ações de contorno, conviver com seus impactos não previstos e extrapolar cus-tos e talvez o prazo. Nenhuma das situações é desejada. Aquele que era o instrumento mágico, capaz de propiciar as mais agradáveis funcionalidades ao projeto como um todo passou a se tornar o vilão, sendo agora o caminho crítico e ponto de maior preocupação sob o foco da operacionalidade.

3 - Conclusões

Não é difícil imaginar o sentimento da corporação para com aquele que é seu maior instrumento de sobrevivência nos negócios contemporâneos e que consome recursos fabulosos sem ser membro do core business.

É preciso identificar que a probabilidade de ocorrerem mudanças significativas nos projetos de TI é muito alta e, portanto deva ser levada em consideração nas análises de risco. "Se você não conse-gue pensar em ao menos três coisas que podem dar errado nos seus planos é porque há algo de errado no seu modo de pensar". Autor desconhecido.

A mudança também deve estar presente em todas as fases das metodologias de planejamento e desenvolvimento de sistemas. O detalhamento do escopo precisa extrapolar o seu alvo e conjeturar a mudança.

Não se deve mais tratar a mudança como uma vil possibilidade, mas sim como um fato. Agindo assim minimizamos o seu impacto e atribuímos maior possibilidade de sucesso aos projetos de desenvolvimento de sistemas.

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