Para se ter uma idéia, somente no ano passado foram gastos no Brasil US$ 370 milhões com soluções para proteger redes de computadores de ataques eletrônicos. Em 2008, essas despesas devem engordar mais de 15%. Por outro lado, o setor de convergência multimídia, que pode levar o mesmo conteúdo para a TV, computadores e celulares, promete uma taxa de crescimento de 20% por ano, até 2013.
Para Sandra Maura, diretora da
"São os setores onde organizações de todos os portes estarão mais propícias a investir. Na área de proteção de sistemas, por exemplo, há mais oportunidades por conta do crescente número de ameaças virtuais", diz. Somente no ano passado, foram investidos na América Latina US$ 186,1 milhões no segmento de segurança da informação. A estimativa, de acordo com a consultoria
"No Brasil, foram aplicados US$ 370 milhões em 2007 com a segurança de TI, e pesquisas mostram que o crescimento das verbas este ano pode chegar a 15,3%." Para Sandra, os clientes mais dispostos a gastar com a blindagem dos sistemas são o governo e as corporações da área de gás e petróleo. Já entre os programas de gestão empresarial, os módulos de finanças e de contabilidade serão os mais procurados pelas companhias, segundo a especialista.
Conforme Guilherme Neves, gerente de novos negócios do centro de pesquisa
Para Franco Lazzuri, coordenador do Cietec, centro incubador de empresas que apóia 116 empreendimentos, a área de mobilidade está mais acessível para os pequenos negócios. "As médias e grandes companhias de tecnologia estão buscando consultorias de microempresas com experiência no setor", avisa.
Para entrar na concorrência, é necessário investir em treinamento, com certificações técnicas e cursos reconhecidos. "Se o empresário não tiver uma indicação dentro do futuro cliente, a formação profissional fará a diferença na hora do contrato."
Outra área dourada para os pequenos desenvolvedores de sistemas é a convergência multimídia, que pode beneficiar companhias de telecomunicações, internet, mídia e de entretenimento. "Essa alternativa permite novas formas de negócios e mais possibilidades de receita para as empresas menores, principalmente com as operadoras de telefonia", explica Neves.
A chave para esse tesouro é o IMS (IP Multimedia Subsystem), uma arquitetura de construção de software que dá aos empreendedores a chance de participar desse mercado, antes restrito às grandes corporações. As aplicações baseadas em IMS incluem serviços de voz por meio de redes sem fio, mensagens multimídia, videoconferência e chamadas em grupo pelo celular.
Do outro lado do balcão, as operadoras já enxergam o IMS como um filão de ouro. Com ele, é possível oferecer novos serviços e aumentar a renda média por assinante. "A chegada da TV digital e da tecnologia IPTV ou TV pela internet tende a acelerar a penetração da convergência, com uma expectativa de crescimento de mercado de 20%, anualmente, nos próximos cinco anos." Mas para aproveitar essa maré de negócios, Neves diz que o pequeno empresário deve por a mão no bolso para capacitar pessoal e aumentar sua infra-estrutura, com laboratórios de desenvolvimento e testes.
"É uma forma dos empresários conseguirem escapar dos pesados custos de distribuição, divulgação e marketing da venda física nas lojas", diz. Um dos primeiros passos para fazer bonito nesse campo é a formação de parcerias com sites internacionais de comércio eletrônico.
Quem já está aproveitando a internet para vender seu peixe não tem do que reclamar. A
"O Brasil tem 1,5 milhão de domínios registrados diante de 6,5 milhões de empresas formalmente registradas. Considerando que cada empreendimento pode ter mais de um site, ainda temos uma grande lacuna a ser preenchida", acredita Cristian Gallegos, diretor da Tecla, que planeja crescer até 20% acima do ritmo do mercado, em 2009. O setor de hospedagem de sites apresenta uma taxa média de crescimento de 25%, por ano. Nos próximos meses, a companhia, que desenvolveu oito novos produtos em 2008, deve lançar um sistema de comércio eletrônico para micro e pequenas empresas.