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:: Gestão e Tecn. da Informação

Empresas aderem a modelos de gestão de TI

Comunicação Ietec

Pesquisa divulgada pelo itSMF, no último trimestre de 2007, mostra que 85% das grandes empresas brasileiras já investem em governança de TI. De acordo com o instituto, responsável pela disseminação da Biblioteca de Infra-Estrutura de TI (ITIL na sigla em inglês), o número é bastante superior ao registrado há três anos, quando somente 13% das empresas adotavam disciplinas para gerenciar a área.

Ao que tudo indica, a governança de TI nas organizações veio para ficar. Diante de tantas soluções colocadas no mercado para “resolver” os problemas do setor, a governança resistiu às críticas de especialistas, que a consideravam um modismo, e conseguiu se consolidar como ferramenta capaz de alinhar a TI com as estratégias de negócios da organização.
 
Para a consultora em TI e instrutora do Ietec, Alexandra Hütner, a governança de TI não pode ser definida como um painel de indicadores e nem tão pouco como um processo de gestão de portfólio de projetos específicos: “A governança de TI é um conjunto de estruturas e processos que visa garantir a TI suporte e maximização dos objetivos e estratégias de negócio, adicionando valores aos serviços entregues, balanceando os riscos e obtendo o retorno sobre os investimentos”.
 
Sob este aspecto, pode-se concordar que a governança de TI nada mais é do que a “gestão da gestão”, uma vez que permite a formatação transparente de papéis e de responsabilidades. Na prática, a governança de TI capacita o setor frente à expansão do negócio, promove uma ampla avaliação de suas estratégias baseadas no ROI (Return Of Investiments), garante os níveis de serviço e de continuidade do negócio, aumenta a efetividade e a eficiência dos serviços, entre outros.
 
Implementação
 
Hütner explica que a implementação efetiva da governança de TI é feita através de um framework (modelo) organizacional específico alinhado com as definições estruturais e culturais da empresa. Preza-se pela articulação de diferentes modelos e disciplinas em busca da excelência operacional da organização.
 
“Durante a implantação, a governança de TI pode interagir com as melhores práticas de ITIL e Cobit, por exemplo. Esta última fornece um framework complementar para desenvolver políticas sobre controles e exigências de serviço. Temos também o Six Sigma que tem foco em processos repetitivos e o CMMI que está concentrado na garantia da maturidade técnica e gerencial”, explica a instrutora.
 
Entre as disciplinas aplicadas na governança de TI, a mais popular é, sem dúvida alguma, a ITIL. De acordo com a pesquisa realizada pela itSMF, 33% das empresas consultadas utilizam este framework. Em seguida, aparece o Cobit (16%), o Balanced Scorecard (11%) e o CMMI e PMI (6%).
 
A Fundação Sidertube, braço social da V&M do Brasil, se prepara para a implantação da governança de TI em suas ações. De acordo com Maria Aparecida Silveira, coordenadora de TI da Fundação, processos e metodologias já são incorporadas nas atividades do setor. “A busca e a aplicação das melhores práticas de gestão sempre fizeram parte das rotinas da TI. Com isto, nos preparamos para alinharmos nossa estratégia de atuação de acordo com os parâmetros que serão definidos pela V&M”, explica.
 
A equipe de TI da Fundação Sidertube responde pelas áreas de planejamento, desenvolvimento, infra-estrutura, rede, suporte e telecomunicações. Entre os modelos de gestão utilizados, destacam-se o ITIL e o Cobit. O melhoramento contínuo no processo de comunicação, o maior controle dos processos são alguns dos benefícios gerados pela aplicação destas ferramentas.
 
A criação de um processo efetivo de governança, no entanto, deve observar alguns fatores capazes de minar a sua implementação. O mais importante deles é a participação inadequada do setor de TI no gerenciamento de negócios da empresa. Muitos aspectos da governança requerem que executivos de TI participem ativamente do processo. Caso contrário, a governança de TI será vista como mais uma atividade de TI e, assim, será negado ao setor a prioridade e o suporte que ele necessita.
 
Riscos como este pode ser reflexo da ausência de visão gerencial que caracterizam muitos profissionais da área. É o que afirma Rodolfo Godinho, gerente de TI da Geoexplore, empresa de consultoria e serviços nas áreas de mineração e geoinformática: “O setor de TI ainda apresenta uma formação muito técnica. Os profissionais conseguem galgar até o ponto mais alto da pirâmide organizacional através da sua competência técnica, mas não têm uma visão apurada e gerencial de planejamento estratégico e/ou do negócio”, afirma.

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