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:: Responsabilidade Social

RITS Rede Integrada do Terceiro Setor

Helena Souza e Silva Campos de Oliveira

Administradora de empresas, pós-graduada em Analise de Negócios e Informação, pelo IETEC

O que são redes?

O conceito de rede transformou-se, nas últimas duas décadas, em uma alternativa prática de organização, possibilitando processos capazes de responder às demandas de flexibilidade, conectividade e descentralização das esferas contemporâneas de atuação e articulação social.

Redes de Educação Ambiental, redes emissoras de TV e rádio, redes de lideranças, rede de trabalho e renda... Por mais diversas que sejam as organizações e suas causas, elas têm em comum o propósito de estender suas ações e idéias a um universo sempre mais amplo de interlocutores: beneficiários, parceiros, financiadores, voluntários, colaboradores, etc. Para isso, precisam contar com meios adequados para o desenvolvimento de fluxos de informação, gerenciamento organizacional e comunicação institucional.

O terceiro setor se caracteriza por iniciativas, cujos profissionais envolvidos percebem a colaboração participativa como um meio eficaz de realizar transformações sociais. As instituições do terceiro setor têm procurado desenvolver ações conjuntas, operando nos níveis local, regional, nacional e internacional, contribuindo para uma sociedade mais justa e democrática. Para tanto, e a partir de diversas causas, a sociedade civil se organiza em redes para a troca de informações, a articulação institucional e política e para a implementação de projetos comuns. As experiências têm demonstrado as vantagens e os resultados de ações articuladas e projetos desenvolvidos em parceria.
As redes se sustentam pela vontade e afinidade de seus integrantes, caracterizando-se como um significativo recurso organizacional, tanto para as relações pessoais quanto para a estruturação social.

Fundamentos e paradigmas das Redes

Uma atuação em rede supõe valores e a declaração dos propósitos do coletivo (missão): por que, para que e fundamentada em quê a rede existe?

Pactos e Padrões de Rede: É a própria rede que vai gerar os padrões a partir dos quais os envolvidos deverão conviver. É a história da comunidade e seus contratos sociais.
Valores e objetivos compartilhados: O que une os diferentes membros de uma rede é o conjunto de valores e objetivos que eles estabelecem como comuns, interconectando ações e projetos.
Participação: A participação dos integrantes de uma rede é que a faz funcionar.
Colaboração: A participação deve ser colaborativa!
Multiliderança e horizontalidade: Uma rede não possui hierarquia nem chefe. A liderança provém de muitas fontes. As decisões também são compartilhadas.
Conectividade: Uma rede é uma costura dinâmica de muitos pontos. Só quando estão ligados uns aos outros e interagindo é que indivíduos e organizações mantêm uma rede.
Realimentação e Informação: Numa rede, a informação circula livremente, emitida de pontos diversos, sendo encaminhada de maneira não linear a uma infinidade de outros pontos, que também são emissores de informação.
Descentralização e Capilarização: Uma rede não tem centro. Ou melhor, cada ponto da rede é um centro em potencial. Uma rede pode se desdobrar em múltiplos níveis ou segmentos autônomos, capazes de operar independentemente do restante da rede.
Dinamismo: Uma rede é uma estrutura plástica, dinâmica, cujo movimento ultrapassa fronteiras físicas ou geográficas.

Planejando a Rede

Segundo Bruno Ayres. Estar em rede significa realizar conjuntamente ações concretas que modificam as organizações para melhor e as ajudam a chegar mais rapidamente a seus objetivos. Para que uma Rede Organizacional exerça todo o seu potencial é preciso que sejam criadas equipes de trabalho que atendam a alguns princípios:

·Existência de um propósito unificador: É o espírito de uma rede.
·Participantes Independentes: Cada participante possui talentos únicos, diferentes e valiosos para trazer ao grupo e para exercer sua criatividade é preciso independência. É o equilíbrio entre a independência de cada participante e a interdependência cooperativa do grupo que dá força motriz a uma rede;
·Interligações voluntárias: Os participantes da rede se relacionam e realizam tarefas de forma voluntária e automotivada..
·Multiplicidade de líderes: Uma rede possui menos chefes e mais líderes. Como cada participante traz seus talentos à rede, estes vão ser utilizados para a resolução dos complexos problemas trazidos pelo grupo.
·Interligação e transposição de fronteiras: Redes pressupõem transposição de fronteiras, sejam elas geográficas, hierárquicas, sociais ou políticas. O alcance dos objetivos e propósitos são prioridades.

Animação de Redes

Podem ser criadas articulações livres e específicas (partem dos participantes) para facilitar o desenvolvimento das tarefas. Vão depender da realidade da rede.
·Formação de Grupos de Trabalho para tratar de assuntos de interesse da Rede.
·Criação dos Fóruns para encontros virtuais.
Encontros presenciais
·Outras articulações pontuais

Quando as redes passam a operar também no âmbito da Internet, usufruem das facilidades que as tecnologias de comunicação e informação proporcionam websites, e-mails, chats, listas de discussão, teletrabalho, educação à distância, acesso a bancos de dados, comércio eletrônico etc.

Monitoramento e Avaliação de redes

Para o monitoramento de redes é necessário definir alguém ou um grupo que acompanhe a dinâmica da rede.
É necessário notar que os participantes possuem valores e objetivos comuns, porém, dinâmicas diferenciadas de trabalho. O todo e os pontos da rede devem ser igualmente e paralelamente considerados.

Proposta Rits

As organizações sociais têm em comum o propósito de estender suas ações e idéias a um universo sempre mais amplo de interlocutores: beneficiários, parceiros, financiadores, voluntários, colaboradores, etc. Para isso, precisam contar com meios adequados para o desenvolvimento de fluxos de informação, gerenciamento organizacional e comunicação institucional.

A Internet tem sido um importante espaço de conexão entre as organizações, otimizando a sua comunicação e as possibilidades de colaborações.

A proposta da rits na área de Redes é fazer com que as redes sociais, novas ou já existentes, passem a operar também no âmbito da Internet, utilizando os recursos e as facilidades que as tecnologias de comunicação e informação proporcionam: websites, e-mails, chats, listas de discussão, teletrabalho, educação à distância, acesso a bancos de dados, comércio eletrônico etc.

Através das TCIs, a Rits estimula e interconecta experiências que podem otimizar seus resultados quando operando conjuntamente, com a sinergia da colaboração como um valor essencial.

Recursos

Mais do que fomentar e dar apoio à organização e à articulação das redes, a Rits oferece uma série de ferramentas e recursos avançados para o trabalho colaborativo, a disseminação de informações e a gerência do conhecimento: Intranet, acesso a base de dados, apoio para a construção do site da rede, capacitação técnica, assessoria jurídica.

É importante ressaltar que o papel institucional da Rits é o de oferecer condições técnicas e suporte para o funcionamento das redes. Cabe às organizações a animação dos debates, a manutenção e atualização das informações e a produção de conteúdo. Para a Rits, em função da diversidade e da dinâmica do terceiro setor, não há um formato pré-determinado de rede. A idéia é apoiar cada uma delas, conforme suas demandas e características específicas.

Redes em articulação

Desde a sua origem, a Rits interage com diversas redes, seja facilitando a comunicação de cada uma delas e ou entre elas, a partir de Tecnologias de Comunicação e Informação que disponibiliza para o trabalho colaborativo, seja pelo seu próprio envolvimento em ações conjuntas. A interatividade das redes possibilita a multiplicação das iniciativas e o compartilhamento de informações, alargando os horizontes das experiências e idéias sociais.

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