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Como implantar engenharia de custos em pequenas empresas

Jane Carla Silveira de Paula

 Pós-graduada em  Engenharia de Custos e Orçamento pelo Ietec.

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo implantar um sistema de custo para pequenas empresas, o qual permitirá identificar o custo, resultado, margem de contribuição, ponto de equilíbrio e uma boa base de decisão na empresa. A implantação não exige grandes investimentos em termos de pessoal e equipamentos, porém exigirá boas técnicas de controle e análise dos dados levantados e extraídos como forma de suporte na tomada de decisões.

PALAVRAS-CHAVE:

Cálculo do custo. Margem de contribuição. Resultado. Análise.

INTRODUÇÃO

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE (2012), o segmento das empresas de pequeno porte requer atenção especial, pois, são as de maior faturamento anual, as que em geral geram mais empregos, apresentam maior possibilidade de fazer com que a contribuição dos pequenos negócios na economia nacional dê um salto, aproximando também nesse quesito o Brasil dos países desenvolvidos. Por isso é preciso conhecer as características e dificuldades deste tipo de seguimento. Regida pela Lei Complementar 123/06, conhecida como “Lei Geral da Micro e Pequena Empresa”, sendo as Microempresas enquadradas com faturamento anual de até R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e a Empresa de Pequeno Porte com faturamento anual entre R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais).

De acordo com estudos do Sebrae, tomando como referência as empresas brasileiras constituídas em 2012 e as informações sobre estas empresas disponíveis na Secretaria da Receita Federal até 2014, a taxa de sobrevivência das empresas com até dois anos de atividade foi de 76,6%. Esta taxa foi a maior taxa de sobrevivência de empresas com até dois anos já calculada para as empresas nascidas em todo o período compreendido entre 2008 e 2012. Como a taxa de mortalidade é complementar à taxa da sobrevivência, pode-se dizer que a taxa de mortalidade de empresas com até dois anos caiu de 45,8%, nas empresas nascidas em 2008, para 23,4%, nas empresas nascidas em 2012. Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais – JUCEMG (2017), 36.635 empresas, dos mais diversos portes e segmentos, fecharam as portas no Estado entre janeiro e dezembro do ano passado de 2016, é como se mais de três mil negócios, em média, tivessem deixado de existir a cada mês. Diante de um cenário tão agressivo, empreender se tornou uma missão estratégica, conhecer o negócio, os clientes, os fornecedores, o mercado se tornou fator preponderante para continuidade do empreendimento. Este estudo visa aplicar as ferramentas de custos e orçamentos como uma fonte de informação e decisão, visando a continuidade do empreendimento, já que o cenário brasileiro aponta para muitos complicadores externos. Como empresas de pequeno porte não tem recursos para grandes investimentos em softwares capazes de identificar e distribuir automaticamente os custos, propomos planilhas simples, porém bem elaboradas, onde o empreendedor irá compreender cada custo do seu seguimento, tornando-se capaz de montar uma base solida de orçamento, tornando-se cada vez mais competitivo. 

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