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:: Gestão e Tecn. da Informação

TI sob demanda mexe com a indústria

Sérgio Lozinsky

Consultor da IBM Business Consulting Services

Nas últimas semanas o conceito On Demand tem sido divulgado com intensidade na mídia e também em eventos. On Demand implica em pensar em novos modelos de negócios que permitam às empresas trabalhar com estruturas "mais elásticas", que acompanhem as rápidas expansões e contrações do mercado. Mas como deve ser a área de TI de uma empresa On Demand? Como funciona a "TI sob demanda"?

Em primeiro lugar, é preciso entender que modelos de negócios On Demand dependem criticamente de tecnologia para serem implementados. Há mais conexões, integrações e troca de informações em tempo real. A questão de segurança é crítica e a performance do processamento é um quesito fundamental. Além disso, a contínua disponibilidade dos sistemas e infra-estrutura é esperada por todos os participantes da cadeia de valor On Demand.

Isso significa que a área de TI das empresas precisa elaborar uma estratégia de tecnologia capaz de suportar essas condições sofisticadas de operação. A implementação desse modelo, provavelmente utilizará terceiros (outsourcing) para ser colocado em prática. Administrar esse contrato (ou contratos) de terceirização é uma tarefa que exige definir muito bem os níveis de serviços desejados e ter capacidade gerencial para garantir que estes sejam realmente entregues pelos fornecedores.

Os sistemas de informação On Demand são altamente integrados, não somente dentro da empresa, mas também através de toda a cadeia de valor onde ela está inserida – fornecedores, clientes e parceiros. Assim, TI precisa selecionar e utilizar ferramentas de integração, e definir quais padrões tecnológicos têm a melhor possibilidade de facilitar essas integrações. Escolher os parceiros de software é um desafio para a liderança de TI, uma vez que trata-se de um mercado dinâmico, e sujeito a modificações inesperadas, como no caso do momento – Oracle/PeopleSoft/J.D. Edwards.

A área de TI terá uma parte significativa de suas responsabilidades terceirizada. Mas, ao mesmo tempo, é preciso reter conhecimento sobre o negócio "dentro de casa", para que tarefas indelegáveis não acabem na dependência de terceiros, que talvez tenham conflito de interesses incompatíveis com a responsabilidade.

E se a empresa trabalhará sob uma estrutura "elástica", TI deverá acompanhar esse modelo, reduzindo ao máximo seus custos fixos e tendo capacidade de se reposicionar rapidamente diante das demandas dos clientes, ameaças externas ou oportunidades de mercado.
Ou seja, a área de TI precisa exercer seu papel no desenvolvimento da estratégia da empresa, e principalmente, na viabilização dessa estratégia. Precisa investigar também, continuamente, como as novas tecnologias podem afetar o planejamento estratégico, e manter um olhar crítico sobre os processos do negócio e sobre a própria organização de TI, de modo a iniciar as mudanças necessárias o mais rapidamente possível.

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