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:: Inovação e Criatividade

O ano da inovação

Evaldo Ferreira Vilela

 Presidente da Fapemig

 

Este será um ano de arrumação. A economia terá que voltar a gerar mais riquezas e bons empregos, e os anseios dos brasileiros, atendidos mais prontamente. Aumentar impostos chegou ao limite; resta então gerar arrecadação com novos produtos, processos e serviços “made in Brazil”. O ano exigirá decisões, escolhas. Escolha definitiva pela economia do conhecimento, o não chegaremos bem ao futuro. As nações que alcançaram melhor qualidade aderiram à inovação como mania. E por que nós não?
A riqueza das nações, o sucesso das empresas e a prosperidade dos indivíduos dependem de decisões e investimentos, não apenas, mas prioritariamente em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e em um sistema educacional de melhor qualidade, especialmente no ensino básico. Não há outro caminho; 2015 será, assim, um ano decisivo.

1. Nunca a inovação foi tão percebida como parte dos negócios. As pessoas e os empresários estão mais convencidos da necessidade mudanças para aumentar a capacidade de competir, inclusive globalmente, e para garantir o presente e o futuro. Somos testemunhas do quanto cientistas e empresários trabalhão juntos para unir ciência, tecnologia e negócios. Surgem as “start-ups”, pequenas empresas inovadoras. Há mais capital disponível para elas, e os ambientes de inovação se multiplicam, como parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. É tempo de ampliar e ganhar escala, inclusive para não perdermos nossas “start-ups” para outros países.

2. O caminho para inovar é cada vez mais praticado. Programas, metodologias e pessoas capacitadas para inovar estão mais presentes nos meios acadêmico e empresarial de Minas. Não há tempo a perder. Se o negócio é impactado por produtos inovadores importados, já é possível reagir. Novos métodos contribuem para resolver desafios, como o Programa de Incentivo à Inovação (PII), com recursos do Sebrae-MG e da Fapemig, o Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que articula universidades e empresas, e a Fiemg, que montou um excelente Centro de Inovação junto ao Cetec. E muitas outras iniciativas, que demonstram que nossas lideranças acreditam no papel estratégico do conhecimento da CT&I para os negócios.

3. A ciência, a tecnologia e inovação estão provando seu valor. As empresas, além de persistirem no corte de custos, abrem espaço para o conhecimento científico e tecnológico nos seus processos produtivos. Valorizam o empreendedorismo de base tecnológica e as formas de aprendê-lo, com foco na inovação – algo novo entre nós. A inovação necessita de novos pensamentos, que surgem com freqüência nas crises e que podem gerar políticas públicas que desobstruam os caminhos para a inovação na indústria, despertando a criatividade e o empreendedorismo dos talentos universitários.
Por tudo isso, 2015 será um ano de crescimento da inovação entre nós. Um ano de decisões, de idéias e ações que darão quantidade e velocidade à nova economia em Minas e no Brasil, possibilitando atender nossos anseios pro maior praticidade, qualidade, autenticidade e sustentabilidade.

Fonte: VILELA, Evaldo Ferreira. O ano da inovação. O Tempo, Belo Horizonte, 30 dez. 2014. Coluna, p. 17.

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