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Treinar para reter

Estado de Minas

Pesquisa mostra que empresas devem investir em mídias sociais, em desenvolvimento de líderes e optar por fornecedores externos de terinamento se pretendem se manter no mercado

Índia e China não seriam as mesmas sem o altíssimo investimento em programas de treinamento e desenvolvimento (T&D) realizado nos últimos anos, superior ao de alguns países ditos desenvolvidos. Ainda que mais timidamente, o Brasil já percebeu a importância da prática para a consolidação de suas organizações. Para 2014, a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) espera um crescimento médio de 9% no orçamento de T&D. O dado é da pesquisa O retrato do treinamento no Brasil, que se debruçou sobre os critérios de investimentos e principais projetos de 193 organizações, de diversos segmentos.

Segundo Alfredo Pires de Castro, diretor- técnico da ABTD e presidente da MOT Training and Development, as novas demandas sociais associadas à retomada do crescimento no Brasil criam um novo cenário. “Descobrir talentos, criar novas ideias, engajar e reter pessoas (levando em consideração a diversidade) demandam competências novas e agilidade na atuação das empresas”, defende. O desafio é ampliar a capacidade empresarial de criar conhecimento novo, compartilhá-lo na comunidade organizacional e agregá-lo a produtos, serviços e processos para garantir vantagens competitivas sustentáveis.

A presença de várias gerações no local de trabalho desestrutura modelos tradicionais de engajamento e aprendizagem, desafiando a formatação de soluções de T&D. “Os programas estão cada vez mais intensos, informativos e voltados para a utilização de novos formatos e modelos de interação entre as pessoas, devido ao uso de novas tecnologias e a convivência de várias gerações no local de trabalho. A diversificação dos formatos e a personalização dos programas de treinamento tornam o processo mais assertivo e são uma tendência na opinião de Luciana Ferraz, diretora- executiva da Ação Gerencial, empresa de consultoria em treinamento e desenvolvimento do Grupo Selpe.

Segundo a especialista, as empresas mineiras de médio e grande porte aumentam suas verbas para T&D a cada ano. “Não simplesmente para capacitar, mas também para reter funcionários. Profissionais qualificados valorizam empresas que investem no desenvolvimento do seu quadro.” Mas não bastam recursos e boa vontade para aprender. Bons programas de T&D pressupõem um diagnóstico das reais demandas da equipe, diferentes para gestores e funcionários operacionais. A empresa tem que focar nas habilidades a serem desenvolvidas e alinhar a política de treinamentos à cultura organizacional. “Quando a organização treina por modismo, acaba jogando dinheiro fora, pois não incorpora essa prática à sua rotina de trabalho”, alerta.

Na Cia Athletica, o planejamento dos treinamentos é baseado em avaliações semestrais de todas as áreas da academia. Dessa forma, são identificados os pontos que precisam ser melhorados em cada profissional ou departamento, permitindo o direcionamento do programa de treinamento. “Assim, conseguimos avaliar a evolução de cada área e funcionário, e da instituição como um todo, além de avaliar a eficácia de cada treinamento”, acredita Diogo Fiorini, gerente de treinamento e do Programa de Prevenção. A academia ainda promove palestras e cursos sugeridos pelos próprios funcionários ou por demanda do mercado, além de ter parcerias em centros de ensino com desconto em programas de graduação e pós-graduação.

A avaliação é baseada nas mesmas competências técnicas observadas no momento da contratação. Segundo o gerente-técnico Fernando Ferreira, a academia parte do pressuposto que seu profissional precisa ter a competência do atendimento bem desenvolvida. “Com a avaliação, conseguimos ver quais aspectos precisam ser melhor desenvolvidos. É uma oportunidade de melhoria para esse profissional. Com o treinamento, trabalhamos duas lacunas. O cliente percebe que a qualidade da aula evolui e o profissional se percebe mais preparado para o mercado”, acredita. Só em 2013, os cerca de 90 funcionários passaram por 27 treinamentos. Todos personalizados. “Há treinamentos gerais, para um grupo, e treinamentos mais específicos para cada funcionário”, explica.
 

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