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:: Mineração

Recuperação ambiental na mineração de quartzito

Marcelo Lopes Mendes

Engenheiro de Minas, pós-graduado em Engenharia Ambiental Integrada pelo IETEC

Em sua grande maioria, projetos de recuperação de áreas degradadas, enfocam o efeito causado pela interferência antrópica, colocando de lado o estudo dos fatores que causaram a degradação, que geralmente está ligada à baixa eficiência produtiva de um determinado empreendimento, onde as emissões, efluentes e resíduos, são nada mais que desperdícios provocados por processos obsoletos, onerosos e pouco produtivos.

Na concepção moderna de recuperação ambiental prevalece a máxima de "prevenir para que não haja a necessidade de corrigir", onde os projetos ambientais do passado previam como medida mitigadora de maior importância a revegetação do terreno, por esta apresentar resultado mais rápido e perceptível, entretanto as concepções modernas de recuperação pregam a previsão dos danos em potencial, alem de melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Suprindo uma lacuna nos quadros técnicos atuais surgiu um novo ramo da engenharia, denominado engenharia ambiental integrada, onde os processos produtivos são estreitamente ligados ao meio ambiente visando a atuação preventiva sempre que se identifique uma situação potencialmente danosa ao meio ambiente.

A aplicação de técnicas de engenharia ambiental na atividade de extração de quartzito na região Sudoeste de Mineiro, área com potencial turístico em desenvolvimento são de extrema importância para a continuidade da atividade de mineração, além de garantir a viabilidade do turismo na região.

Um fato importante que não pode ser deixado de lado, é que as pedreiras apesar de potencialmente poluidoras têm seu papel social por serem geradoras de emprego na região, além de gerar arrecadação de impostos para os municípios em questão.

O maior problema enfrentado nos dias de hoje em grande parte é meramente cultural, onde na pequena mineração da pouca importância à pesquisa geológica, ao conhecimento da jazida, ao projeto da mina, ao controle de custos e à interação com o meio ambiente, o que contribui para a formação da imagem da mineração como atividade tecnologicamente pobre e poluidora.

O autor propõe a aplicação de técnicas de manejo sustentável nas pedreiras, com ênfase em revegetação, minimizando o impacto visual provocado pelas pilhas de estéril, planejamento de lavra e das pilhas de estéril, visando proteger áreas de drenagem, córregos e nascentes, alem de estudo e aplicação de técnicas produtivas menos agressivas que gerem um mínimo de resíduos e agreguem valor aos produtos minerais em questão, onde o incremento nos processos produtivos tem um papel fundamental para provar que o comprometimento ambiental não é somente um gerador de despesas, podendo ser usado como um fator determinante que garantirá a sobrevivência do negócio para o futuro.

A recuperação ambiental de uma área degradada em mineração deve iniciar durante a fase de implantação do empreendimento, que só termina quanto a totalidade da área afetada tiver sido recuperada. Atualmente podem ser comprovadas situações críticas, onde os danos ambientais provocados pela exploração desordenada das pedreiras têm custos tão altos que suplantam os próprios ativos da empresa poluidora.

Concluindo vale citar a Carta Magna, Constituição Brasileira de 1988, que prega: "Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-la e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".

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