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Gestão

O mercado de trabalho para profissionais e formados em Gestão Ambiental

Prof. Luiz Rolim

Mestre em Engenharia de Produção com ênfase em Gestão de Qualidade Ambiental pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

Site Gestão Ambiental - 17/08/08

Após alguns anos mantendo o web site gestaoambiental.com.br, observamos que uma dúvida recorrente, se concentra na definição do espaço e onde encontram-se as oportunidades para os formados em cursos da área.
Quotidianamente recebemos e respondemos e.mails sobre o tema, o que nos motivou a escrever este artigo, como uma contribuição aos que iniciam no segmento.
Existem diversas oportunidades de mercado para os formados e formandos na área de gestão ambiental.

Como este é um ramo transversal, ele aceita que profissionais formados em outras áreas (como é o nosso caso) façam especializações e estudos de forma a poder aplicar e se enquadrar nas necessidades e demandas de cada setor.
Nossa experiência, calcada na aplicação da gestão ambiental voltada a área de serviços (em especial turismo), na gestão de entidades do trade turístico e na docência a nível de graduação e pós graduação, e tem mostrado as seguintes grandes áreas de atuação possíveis:

a)Órgãos públicos da área de meio ambiente, agências reguladoras e afins (Secretarias municipais, estaduais e federias), órgãos da administração direta (IBAMA, etc.)

A questão em relação a estes órgãos, é que a entrada demanda e depende concursos públicos e oferta de vagas, mas há uma tendência de abertura de muito espaço, pois há uma enorme escassez de profissionais, principalmente no IBAMA.
Nestes casos a formação superior na área é um grande plus, senão um pré requisito indispensável.

b)Órgãos certificadores

No Brasil não são muitos, até porque a exigência e nível d especialização é alto. Para ter acesso é importante a experiência na área pretendida e esta ligada intimamente as Normas certificadoras brasileiras e internacionais. Para estas vagas, é imprescindível, além da formação e especialização , cursos na área de auditoria (veja www.atsg.com.br). Uma boa forma de contato, é fazer consulta sobre programas de trainne.

c) Empresas prestadoras de serviços de preparação e adequação para certificação em normas e selos (rotulagem) ambiental (que é o caso de nossa empresa de consultoria www.rolimdemoura.net, voltada aos meios de hospedagem e turismo).

Nestes casos, exigisse a formação, é bem vinda a especialização e conhecimentos sólidos de processos de planejamento e auditoria ambiental, além da óbvia familiarização com as normas pertinentes (NBR ISO 14.000, por exemplo) além da metodologia e requisitos dos órgão certificadores.
Esta é uma das áreas com maior possibilidade de entrada e início, pois os trabalhos são realizados por projeto, com equipes multidisciplinares, que podem também prever estagiários.

A melhor forma de acesso é consultar as empresas e ver se disponibilizam programas de trainee (em nosso caso, abrimos duas vezes ao ano, programas de 60 dias, em função da demanda, para atuação em pesquisa)

d)Concessionárias públicas empresas de saneamento, fornecimento e abastecimento de água, energia e afins)

A questão em relação a estas empresas é que a entrada demanda concurso e a existência de vagas, mas há uma tendência de muito espaço, pois há uma enorme escassez de profissionais, principalmente nas concessionárias ligadas a questão do saneamento urbano e distribuição de água. Nestes casos a formação superior na área ambiental é um grande plus, senão um pré requisito indispensável. Normalmente é exigida a formação básica na área de engenharia de saneamento, química, ambiental e outras de mesmo perfil.

e) Área industrial

Nestas empresas há uma forte demanda por profissionais na área ambiental, porém, normalmente há uma opção por técnicos com especialização (engenharia com especialização na área ambiental - química, civil, elétrica, produção, etc..), até porque, não há uma base consolidada de pré-requisitos que facilitem a oferta de vagas nesta área para formados especificamente na área de gestão ambiental.
Isto acontece, e faz parte dos custos da transversalidade, bem como ao ponto básico de que as empresas entendem que é preciso uma formação específica ligada a área de produção ou segmento. Este é um dos custos de uma profissão nova.

f) Docência - educação ambiental

Esta é uma boa porta de entrada, tem muitas oportunidades, mas padece de um grave problema: a falta de profissionais com experiência de campo, pois na área da gestão ambiental, este é um requisito fundamental. A vantagem é que pode ser plenamente suprido por bem escolhidos estágios e vivência. O ônus é o investimento para esta obtenção, que normalmente não é remunerada.

g) ONG´s e afins

Este é um campo que esta abrindo, e tem oferecido boas oportunidades ao egressos das faculdades e novos na área. Não oferece grandes horizontes de remuneração, mas traz consigo um tesouro: a experiência. Entendemos que é uma boa forma de iniciar e de desenvolvimento. Para o acesso, além dos contatos é importante estar ligado a causa da ONG.

Esperando nestas linhas ter colaborado, deixo um lembrete importante: cabe ao profissional de gestão ambiental investir naquilo que tem maior aptidão, na área que mais se identifica, pois assim fazendo tenderá para excelência, concentrará esforços e recursos, reduzirá riscos, enquanto o investimento nos ítens em que é mediano ou insuficiente, só o fará menos mediano e/ou menos insuficiente.

O setor procura a excelência.

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