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Tendências em Gestão de Projetos

Harley Pinto
Revista IETEC

Um dos eventos mais importantes sobre gerenciamento de projetos do Brasil já tem data marcada. Nos dias 16 e 17 de julho, Belo Horizonte receberá a 16º edição do Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Na edição desse ano, a temática será ‘Tendências em Gestão de Projetos: Pessoas, Tecnologias e Métodos’.

O encontro, pioneiro da área no país, reunirá mais de 200 profissionais, e contará com a presença de alguns dos principais especialistas na área do país. Para Ronaldo Gusmão, presidente do IETEC, Instituto promotor do evento, trata-se de uma oportunidade única para que profissionais de gerenciamento de projetos possam se atualizar na área, em contato direto com a realidade do mercado. “O Brasil está vivendo um boom de diversos projetos, principalmente ligados à realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas e vemos que alguns dos maiores problemas para a conclusão diz respeito ao não-cumprimento dos prazos e custos.

O evento abordará os seguintes temas:
- Governança corporativa e gestão de projetos
- Gestão e liderança de pessoas em projetos
- Potencializando o PMO
- Gestão de riscos
- Planejamento e controle em gerenciamento de projetos
- Metodologias ágeis em gerenciamento de projetos
- Tecnologias convergentes em projetos
- Gestão de negócios e projetos: resultados empresariais.

O painel de abertura será ministrado pelo presidente da Cemig, Djalma Bastos Morais, e tratará sobre governança corporativa e gestão de projetos. A Cemig hoje é um grupo formado por mais de 100 sociedades e 16 consórcios, tendo pela frente um desafio imenso na gestão de um modelo de governança e gestão de projetos.

Gestão e liderança de pessoas em projetos
Um gerente de projetos deve buscar conhecimentos técnicos e principalmente desenvolver habilidades de relacionamentos interpessoais com sua equipe para atingir os objetivos almejados nos projetos. Esta máxima é conhecida no meio de gestão de projetos. No entanto, um ponto específico deve ser levado em conta: a necessidade de compreender que projetos são empreendidos por pessoas, diferentes entre si. Para gerenciá-las, é vital que se consiga liderá-las. E por liderança, deve-se entender menos mandar e mais engajar os membros da equipe nos objetivos estipulados.
De acordo com Silmara Pereira, psicóloga e especialista em coaching empresarial, os profissionais que almejam se destacar no que fazem precisam gerenciar corretamente não apenas seus projetos, mas, sobretudo, suas carreiras, compreendendo as necessidades para o alicerce desse processo de crescimento profissional. “Construir uma carreira de sucesso demanda que se mantenha um padrão de comportamento voltado para seus objetivos e que por repetição se criem novos hábitos, através da vontade, desejo e valorização do autoconhecimento”, avalia.
Já Ivo Michalick, MSc, PMP e ex-presidente do PMI-MG e um dos profissionais mais renomados do mercado, analisa como vital que se levem em conta aspectos comportamentais. “Após tantos anos de atuação, cheguei a conclusão de que as competências técnicas são importantes, vitais para um gerente de projetos. Mas sem o que se convencionou chamar de soft skills, como as competências comportamentais, o profissional não obterá total êxito na sua carreira”, pontua. Participam também do painel a responsável pelo centro de competências da Fiat, Silvana Rizzioli e pelo diretor regional da Totvs, Arnaldo Nascimento.

Potencializando o PMO
Um grande paradigma existente na área de Gestão de Projetos diz respeito ao dogma de que a Gestão de projetos não se aplica em Processos. Recentemente isso caiu por terra, após um estudo de Delmer Aguiar Césario, Gerente de Engenharia de Produto & Processos da COMAU América Latina. O projeto, premiado pela revista Mundo PM, aborda metodologias integradas de gestão de processos para a empresa, a partir de duas perspectivas distintas: a visão da COMAU e a visão do Cliente. “Ao desenhar o projeto, o gerente de projeto teve como desafio mostrar ao comitê diretivo da empresa que, através de projetos, a nova metodologia proposta seria formatada. Considerando diversos processos para gestão de ativos, nos mais diferentes clientes e espalhados por todo o território nacional, além, é claro, de proporcionar à empresa uma maior garantia de retorno (margem) no capital envolvido.”
Na essência, os projetos devem cumprir o seu papel de materializar a estratégia corporativa. Para que isso aconteça com eficiência, as boas práticas indicam que uma governança de projetos, inserida na âmbito corporativo, esteja estabelecida. A proposta é defendida pelo gerente de Governança Corporativa da Embratel, o PMP Walther Krause. “Esse aspecto trata das normas, padrões, modelos de gestão, gestão de portfólio, alçadas de liberação, entre outros elementos essenciais ao bom gerenciamento de projetos. Este tema é recente e há um grupo na ISO (International Standard Organization) desenvolvendo uma norma específica”, analisa. Segundo ele, a relevância de PMO nesse processo se justifica na medida em o Gerenciamento de Projetos não acontece isoladamente. “É o resultado de uma mudança na organização, cultural e operacional. A mudança requer a liderança de um grupo multidisciplinar e especializado. O PMO deve assumir este papel de agente transformador, que incentiva, orienta, monitora e controla os principais projetos da organização. O PMO forte e capaz ajuda aos gerentes de projeto cumprirem seus objetivos e toda a organização ganha, com projetos eficientes, eficazes e gerando satisfação às partes interessadas”, opina.
O PMO destaca-se como solução integrada para o desenvolvimento de processos na obtenção de altos níveis de consistência na implantação de Projetos. A afirmação é de Wilson Ramos, diretor da NEO Consultoria e Serviços. Segundo ele, partindo do desenvolvimento de habilidades das equipes de Gerenciamento de Projetos nas Organizações até o controle de resultados pela gestão do portfólio de projetos com foco no aumento de produtividade e lucratividade, “o trabalho do PMO deve conduzir as equipes responsáveis pela implantação de projetos a dar atenção ao controle do escopo e gerenciamento de mudanças, no acompanhamento dos cronogramas, na análise de riscos, planejamento global de suprimentos, no controle de custos e dos parâmetros de qualidade, conforme com os requisitos estabelecidos para o projeto, além de elaborar planos de comunicação e de administração dos recursos humanos necessários para a execução das atividades previstas dentro de um plano integrado com o objetivo de termos uma solução consistente e coesa”, analisa.

Gestão de riscos
De acordo com Luiz Tadeu Pedroso, MSc, PMP e consultor, é necessário prevenir para não deixarmos que nossa intuição subjetiva influencie nossas decisões objetivas. “Quando tomamos decisões com base na nossa intuição ou naquilo que julgamos ser um conhecimento verdadeiro podemos cometer erros sistemáticos que são conhecidos como vieses, que se repetem de forma previsível em circunstâncias particulares”, analisa. Participam também do painel o gerente de riscos em projetos da Vale, Wagner Quintão, o consultor sênior de gestão de riscos da Dupont, Mário Fantazzinzi, e o professor da pós-graduação do Ietec, Carlos Dornellas.  

Planejamento e controle em engenharia e montagem
João Carlos Boyadjian, Msc, PMP, diretor da Cplan e coordenador técnico da área de Gestão de Projetos do IETEC, por sua vez, enfatiza como essencial que as empresas, e sobretudo seus diretores, compreendam a diferença que há entre um plano de projeto e um plano de gerenciamento de projetos. “É necessário desmistificar como funciona essa diferenciação. Um plano de projeto deve existir posteriormente ao seu plano de gerenciamento de projeto, na medida em que decisões devem ser tomadas, dentre as áreas do PMBOK, antes de se pensar em executar suas ações, principalmente após a edição da 5ª versão do PMBOK”, analisa o profissional, com mais de 40 anos de experiência em gerenciamento de projetos.
Para Fred Jordan, PMP, CPM e consultor, dois dos temas mais importantes no tocante ao planejamento de projetos diz respeito à gestão de conflitos e negociação e na administração de mudanças. “Cada vez que se faz um projeto, se trabalha com pessoas com quem nunca – ou quase nunca – se teve relações profissionais. Para engajá-las nos objetivos propostos, é necessário definir a participação de cada membro, com base na sua expertise”, diz. Participa também do painel o gerente financeiro de projetos da Samarco, Carlos Henrique Ribeiro.

Metodologias ágeis em gerenciamento de projetos
Yóris Linhares, MSc, PMP e PMI-ACP, considera que hoje há diversos mecanismos trazidos pelo PMI para acessar e desenvolver um conjunto de conhecimentos e habilidades que ajudam no gerenciamento de projetos e que novas abordagens continuam a contribuir para o sucesso da aplicação destes mecanismos. “Uma das mais proeminentes abordagens de gestão que vem despertando o interesse nos últimos anos são os chamados métodos ágeis. Consolidados com esta nomenclatura e estrutura dentro da indústria de software, os métodos ágeis propõe uma forma de gestão enxuta.” Para ele o PMI, atento às evoluções na gestão de projetos, se inseriu no centro das conversas sobre agilidade e se tornou um personagem relevante para a comunidade ágil de gerentes de projetos, desenvolvedores de produtos e serviços e também de organizações que já haviam migrado antecipadamente para os métodos ágeis. “Agora, os métodos ágeis estão sendo usados cada vez mais por outras industrias além da indústria de software, impulsionados pelo PMI. Participam do painel Leandro Angelo da Ci&T e o diretor de TI da Localiza, Alberto Campos.
Pessoas interessadas estão adotando os princípios e práticas ágeis para gerenciar e desenvolver com sucesso seus projetos porque percebem ganhos em diminuir os defeitos dos produtos, melhorar a produtividade das equipes e aumentar a geração e entrega de valor para o negócio do cliente. Esta relação de ganha-ganha entre os métodos ágeis e o PMI se mostrou profícua para todos os envolvidos”, analisa Yóris.

Tecnologias convergentes em projetos
Para Cezar Taurion, colunista e gerente de Novas Tecnologias da IBM Brasil, adotar e gerenciar de forma eficiente as quatro ondas tecnológicas – Cloud Computing, Big Data, mobilidade e Social Business – causará impacto significativo para os gestores e profissionais de Tecnologia da Informação. “Dois aspectos se destacam: governança e gerenciamento deste novo ambiente, e a essencial necessidade de repensar a arquitetura de novos sistemas que englobarão estas ondas tecnológicas”, analisa. Participa também deste painel falando sobre conectividade o executivo de telecomunicações da Oi para a copa de 2014, Carlos Malab.

Gestão de negócios e projetos: resultados empresariais
Como encerramento do 16º Seminário Nacional de Gestão de Projetos, executivos de destaque nacional foram convidados para analisar a eficácia da Gestão de Projetos em seus respectivos empresas: Rogério Guimarães, superintendente da CBMM e Daniel Mesquita, diretor da Mineração Gerdau
Flávio Campos, presidente da Leme Engenharia (Tractebel Enginering) para a América Latina), irá tratar da importância de um planejamento para o crescimento estruturado do negócio. “Nossa empresa sempre apresentou números positivos de expansão das atividades, mas a partir de meados dos anos 2000, vimos que era preciso nos organizar mais, visando nossa entrada em novos mercados e consolidação onde já atuamos. Esse planejamento nos trouxe ganhos de produtividade sem igual”, analisa o executivo.

 

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