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Engenharia ambiental em alta no mercado de trabalho

Vanessa Fajardo
Portal G1

Mercado dos engenheiros ambientais está entre os mais promissores. Carreira exige paixão pelas causas ecológicas e habilidades com exatas.

Até a mais humanizada das engenharias, a ambiental, que muitas vezes inclui sanitária na denominação, exige um candidato bom de cálculos. Apesar da carreira estar focada nos problemas e soluções ambientais, para se dar bem no curso de graduação é necessário encarar uma carga pesada de ciências exatas.
Quem se forma, tem a contrapartida. Pesquisas apontam que a profissão é uma das mais promissoras do futuro e a crescente onda da preocupação ecológica cria novos nichos de mercado e oferta de vagas. "A  divulgação dos problemas ambientais tem contribuído muito para que haja maior procura pelo profissional", diz o professor, Rubens Koloski Chagas.
O engenheiro ambiental é habilitado a propor soluções socialmente justas e ecologicamente corretas para os problemas ambientais como poluição dos rios, do ar, descarte do lixo, aquecimento global, entre outros. Pode ser contratado pela iniciativa privada, órgãos públicos e terceiro setor. Para isso, a questão ecológica tem de estar no sangue, segundo o professor Chagas. "Tem de se preocupar com a causa, mas de uma forma bem prática e aplicada. Tem de ter facilidade para comunicação e também para desenvolvimento de projetos."
 
 
De acordo com o professor, hoje a maior demanda do mercado é no setor industrial, seguido por serviços. O mercado para consultoria também está aquecido, segundo ele, que garante que nem mesmo os profissionais recém-formados têm dificuldade de conseguir emprego. "Os órgãos têm se preocupado com a sustentabilidade de seus processos e o profissional indicado para atuar nessas situações é o engenheiro ambiental", afirma Chagas.
Outra característica bem-vinda é ter espírito aventureiro. Para desenvolver os projetos de soluções é fundamental que o profissional conheça os problemas na prática. "Uma pitada de aventura é necessária para ir a campo, sair e desbravar os problemas. Mas grande parte do trabalho é elaborado no escritório. Também é necessário ficar horas em frente ao computador para desenvolver projetos e aplicar o conhecimento técnico e conceitual adquirido ao longo do curso."
Apesar de algumas vezes ter a atuação confundida com a do engenheiro florestal, o professor explica que as propostas são diferentes já que este atua com técnicas de manejo florestal, enquanto o engenheiro ambiental trabalha com sistemas urbanos e manejo da poluição hídrica, resíduos sólidos, entre outros.

'Não existe engenharia fácil'
Marcella Moretti Ferreira, de 22 anos, está no 4º ano de engenharia ambiental, e trabalha com pesquisa científica sobre tratamento biológico de esgoto. A jovem conta que há muito espaço no ramo da pesquisa, porém também não difícil encontrar vagas em outros ramos. Para quem pretende ingressar na área, a dica é se dedicar à graduação. "Não existe um curso de engenharia que seja fácil. As pessoas costumam achar que ambiental é mais tranquilo, mas não. Tem a base de cálculo, química, física, estatística, mas envolve também biologia, ecologia, estudo de solo, entre outros. Trabalha o aspecto social dentro da engenharia."
Segundo Marcela, o preconceito contra as mulheres dentro da engenharia ficou no passado. "A mulher está totalmente dentro do mercado, na minha sala só tem mulheres e acho que não existe mais preconceito."
 
 

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