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A situação das áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação das Fundações de Amparo à Pesquisa: Um estudo de caso

Paulo Henrique Araújo Honório

Ex-aluno da pós-graduação em Engenharia de Software

1 INTRODUÇÃO

Em função da crescente demanda por serviços orientados pelo princípio da eficiência, as organizações buscam se readequar a uma nova dinâmica social. Compelido a rever seu posicionamento frente às demandas da sociedade, o Estado vem buscando aderir a esse conceito já adotado pela iniciativa privada.
Prova disso é a Emenda Constitucional nº 19/98, na qual se instaura o princípio da eficiência como um dos mandamentos norteadores da Administração Pública.
Nesse sentido, as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), enquanto  integrantes  da  administração pública  indireta,  devem  não só  se realinhar às novas diretrizes do poder público, mas buscar transpor o conceito de eficiência operacional. Com base no modelo de Hélice Tríplice, criado por Etzkowitz e Leydesdorff na década de 90, pode-se afirmar que as FAPs fazem parte de um grupo de instituições (governamentais) responsáveis por criar condições para o surgimento de inovações, através do contínuo processo de interação da tríade universidade-empresa-governo.
Portanto, o Sistema de Informação (SI) não deve servir apenas como repositórios de dados, mas também como ferramenta capaz de subsidiar as estratégias organizacionais. Ou seja, o SI é tido como arma estratégica competitiva que não só sustenta as operações de negócio existentes, mas que também permita que se viabilizem novas estratégias.
Diante disso, faz-se necessário levantar a seguinte questão norteadora deste estudo: os departamentos de Tecnologia da Informação das FAPs estão preparados para atender as demandas impostas pela sociedade?
O objetivo geral deste estudo é analisar o ambiente de TIC das FAPs quanto a sua estrutura e quanto aos seus Sistemas de Informações.
Justifica-se este estudo não só pela reduzida quantidade de trabalhos cujo tema envolva as FAPs, mas devido à importância de tais instituições, pois elas representam o elo entre o Estado (principal financiador de pesquisas no Brasil), empresas e universidades, em prol do desenvolvimento científico e tecnológico.
O restante deste trabalho está organizado como descrito a seguir: a seção 2 apresenta o referencial teórico, na seção 3 é apresentada a metodologia de trabalho, na seção 4 é apresentada a pesquisa realizada, na seção 5 é apresentada a análise dos resultados e na seção 6 é apresentada a conclusão.

2 REFERENCIAL TEÓRICO
Esta seção tem o propósito de apresentar os pilares teóricos onde se assentam os temas relacionados à Tecnologia da Informação aplicada às Fundações de Amparo à Pesquisa.

2.1 ESTRATÉGIA
Diversas definições sobre estratégia foram elaboradas pelos mais conceituados autores, sendo uma delas cunhada por Hunger e Whellen (2002, p.12) como “[...] um plano mestre abrangente que estabelece como a corporação irá alcançar sua missão e seus objetivos”.
No entanto, é preciso que tal plano seja posto em prática, ou seja, que as estratégias sejam transformadas em ações. Para transpor o limite da eficiência operacional é preciso adotar ações estratégicas, o que Miranda (1999, p.6) define como “a adoção de atitudes pragmáticas que tornem a estratégia algo tangível e mensurável, seja pela criação, implementação, aprimoramento ou ampliação de um serviço”.

2.2 GESTÃO ESTRATÉGICA
Para Hunger e Whellen (2002, p.4), a “gestão estratégica é o conjunto de decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho de uma corporação a longo prazo”. Costa (2007) complementa a definição ao afirmar que a gestão estratégica é um processo sistemático, liderado pela alta administração de uma instituição, capaz de envolver todos os colaboradores, visando assegurar a sobrevivência e o crescimento da organização.
Composta por quatro elementos básicos, segundo Hunger e Whellen (2002), a gestão estratégica engloba: (a) análise sistemática do ambiente, (b) formulação da estratégia, (c) implementação da estratégia, e (d) avaliação e controle.

2.3 INFORMAÇÃO
Para que não haja vieses, é preciso antes distinguir os conceitos elementares de informação com forma de ilustração para conceitos que serão abordados pelos Sistemas de Informação, pois de acordo com Beal (2004):

a)  O “dado” é um registro ou fato em estado bruto, facilmente estruturado;
b)  As  “informações”  são  os  dados  dotados  de  relevância  e  propósito, exigindo consenso em relação ao seu significado;
c)  O  “conhecimento”  pode  ser  obtido  pela  combinação  de  informação contextual e experiência.

Entretanto, obter informações com tais características, e que atendam as necessidades e requisitos de diferentes usuários, não é tarefa simples. Assis (2008, p.33) afirma que “atualmente, uma grande dificuldade existente nas organizações é a seleção conveniente das suas fontes de informação, tanto para os aspectos do negócio quanto para o dia a dia, para atender às suas necessidades”.

2.4 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
A Tecnologia da Informação refere-se ao conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para a geração e uso da informação. Tal conjunto de recursos ganhou notoriedade e importância devido aos benefícios oferecidos às organizações modernas, seja pelo monitoramento, integração das informações e até mesmo pela redução dos custos operacionais.
A TI oferece às organizações a oportunidade de aperfeiçoar seus processos e consequentemente estreitar os laços com o seus clientes. Graeml (2003, p.39) afirma que “muitas empresas estão descobrindo que podem utilizar a TI para diferenciar seus produtos, aumentando a dimensão de informação neles contida, e dessa forma, agregando valor para seus clientes”.

2.5 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Os Sistemas de Informação já fazem parte do cotidiano, mesmo que por vezes não seja identificado de um modo muito claro. Existe uma visão no meio organizacional que distorce o significado de um Sistema de Informação, sendo um grande problema eliminar o conceito de que o sistema baseia-se somente na informática e na tecnologia.
Para Rezende (2005, p 109), “todo sistema, usando ou não recursos de tecnologia da informação, que manipula dado e gera informação, pode ser genericamente considerado um Sistema de Informação”. Ainda para Rezende (2005, p  109),  sistema é  um  “conjunto de  partes que interagem entre  si, integrando-se para atingir um objetivo ou resultado, e ainda são componentes da tecnologia da informação e seus recursos integrados”.

2.6 FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA
Um dos pilares no qual o Estado busca se apoiar para desencadear mudanças econômicas, políticas e sociais é no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (C, T & I). De acordo com Figueiredo (2006), a produção da ciência no Brasil foi estimulada pelo incremento de políticas públicas e, notadamente, pelo fortalecimento das universidades e pela criação de instituições de fomento à pesquisa, tais como CNPq em 1951, CAPES também em 1951 e FINEP em 1967. Segundo Borges (2011, p.5), “o Brasil é hoje o 13º país produtor de ciência do mundo sendo responsável por 2,7% de toda a produção mundial indexada”.
Criada em 1960, a FAPESP, primeira FAP brasileira, tornou-se referência para a idealização de outras instituições similares. Hoje, o distrito federal e mais 24 estados   brasileiros   contam   com   suas   próprias   fundações,   segundo   a homepage do CONFAP.

3 METODOLOGIA
Para a realização desse trabalho optou-se por um estudo de casos múltiplos com propósito exploratório e direcionado, visando analisar situações existentes dentro  das  FAPs,  especialmente com  relação  às  áreas  de  Tecnologia  da Informação.
Para a realização deste estudo de casos múltiplos, 25 FAPs brasileiras foram consultadas entre os dias 26 de junho e 15 de julho de 2012, por meio de questionário fechado. A escolha desse modelo de questionário está na padronização das respostas, facilidade de aplicação além da facilidade em codificar e analisar os dados coletados, ao contrário do questionário aberto que, apesar da possibilidade de respostas mais ricas e detalhadas, são codificados e analisados com maior dificuldade (CERVO, 2007).
O questionário foi dividido em 4 partes distintas, no intuito de obter melhores resultados junto aos entrevistados:




4 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA

4.1 ABRANGÊNCIA DOS RESPONDENTES
Das 25 FAPs contatadas, 21 responderam ao questionário. As outras 4 instituições não responderam ao contato, mesmo reiterado a solicitação através de e-mails. Quanto às 21 FAPs que responderam o questionário, pode-se afirmar que este grupo:
a)  Contempla todas as regiões do Brasil;
b)  Engloba algumas FAPs com os maiores e menores orçamentos;
c)  Abrange algumas das mais antigas e também das mais novas.

4.2 APRESENTAÇÃO DAS RESPOSTAS
Quanto ao orçamento destinado às FAPs, pode-se afirmar que normalmente corresponde a 1% da arrecadação líquida de impostos de cada Estado. Entretanto, muitas vezes esse dispositivo legal não é cumprido.
É preciso salientar que os dados obtidos na pesquisa são apresentados de forma  agrupada,  não  dispondo  de  respostas  individualizadas que possam identificar uma determinada fundação, em virtude dos objetivos almejados.

4.2.1 A ESTRUTURA DAS FAPs
Para a variável V1 cada entrevistado apenas indicou o nome da FAP para que fosse possível a identificação das respostas.
Para a variável V2 identificou-se 2 FAPs que foram criadas antes de 1975, 1 FAP criada entre 1976 e 1985, 4 FAPs criadas entre 1986 e 1995, 10 FAPs criadas entre 1996 e 2005 e 4 FAPs criadas depois de 2006.
Pela variável V3 identificou-se que 52% das FAPs possuem menos de 50 funcionários, 24 % de 51 a 100, 9% de 101 a 150, 10% de 151 a 200 e apenas 5% possuem mais de 200 funcionários.
Para a variável V4 identificou-se que dentre as 21 FAPs entrevistadas, apenas 2  não  possuíam  setor  de  TIC,  representando apenas  10% das  respostas obtidas.
A variável V5 indica que 19 FAPs possuem um planejamento estratégico

4.2.2 A SITUAÇÃO DAS ÁREAS DE TIC DAS FAPs
Para a variável V6 identificou-se que 10 FAPs possuem menos de 5 funcionários, 6 FAPs possuem de 6 a 10 funcionários, 2 FAPs possuem de 11 a 15, nenhuma FAP possui de 16 a 20 funcionários e 1 FAP possui mais de 20 funcionários na área de TIC.
Para a variável V7 identificou-se que 12 FAPs responderam que sim, 3 FAPs responderam que não, 2 FAPs não responderam, 1 FAP respondeu que o planejamento estratégico de TIC esta em elaboração e  1 FAP  não soube responder.
Para a variável V8 identificou-se que 16 FAPs responderam que sim e apenas 3 FAPs responderam que não.
Para a variável V9 identificou-se que 7 FAPs responderam Graduação, 3 FAPs responderam Pós Graduação, 1 FAP não soube responder e 8 FAPs não responderam.
Para a variável V10 identificou-se que 6 FAPs responderam que sim, 5 FAPs responderam que atendem apenas algumas necessidades, 2 FAPs responderam  que  não,  1   FAP   não  soube  responder  e   5   FAPs   não responderam.
Para a variável V11 identificou-se que 14 FAPs possuem equipe de desenvolvimento interno e 7 FAPs não possuem.
Para a variável V12 identificou-se que 7 FAPs desenvolveram internamente seu SI, 5 FAPs adquiriram por termo de cooperação técnica, 1 FAP adquiriu via Governo e 1 FAP por meio de cessão.
Para a variável V13 identificou-se que 8 FAPs utilizam o PHP como linguagem de programação, 3 FAPs utilizam o Java, 2 FAPs o Delphi e 1 FAP não soube responder.
Para a variável V14 identificou-se que 8 FAPs utilizam o Postgree como banco de dados, 3 FAPs utilizam o SQL Server, 1 FAP utiliza o Mysql, 1 FAP utiliza o Oracle e 1 FAP não soube responder.
Para a variável V15 identificou-se que 5 FAPs não utilizam ferramenta para projeto de banco de dados, 3 FAPs utilizam o PowerDesign, 3 FAPs não souberam responder, 2 FAPs utilizam o DbDesign e 1 utiliza o SQL Manager.
Para a variável v 16 identificou-se que 6 FAPs atualizam mensalmente seu SI, 3 FAPs não souberam responder, 2 FAPs atualizam diariamente o SI, 1 FAP atualiza semanalmente, 1 FAP  semestralmente e 1 FAP  atualiza o SI por demanda, não sabendo precisar o intervalo de tempo.
Para a variável V17 identificou-se que 4 FAPs não utilizam nenhum processo de desenvolvimento de SI, 3 FAPs utilizam a metodologia de Prototipação de Software, 3 FAPs utilizam a metodologia Tradicional, 2 FAPs utilizam a UML, 1 FAP utiliza o SCRUM e 1 FAP utiliza o RUP.
Para a variável V18 identificou-se que 10 FAPs realizam o levantamento de requisitos funcionais e não funcionais, 2 FAPs realizam apenas o levantamento de requisitos funcionais, 1 FAP não soube responder e 1 FAP não possui equipe de desenvolvimento.
Para a variável V19 identificou-se que FAPs realizam alguns testes em seu SI, 2 FAPs realizam apenas testes de caixa preta, 2 FAPs realizam todos os testes, 1 FAP não soube responder e 1 FAP não realiza testes em seu SI.

4.2.4 A SITUAÇÃO DAS FAPs QUE NÃO POSSUEM SI
Nessa seção serão apresentadas as respostas das 7 FAPs que não possuem sistema de informação.
Para a variável V20 todas as 7 FAPs responderam que possuem intenção de implantar um Sistema de Informação.
Para a variável V21, 3 FAPs não souberam responder qual a linguagem de programação será utilizada, 2 FAPs irão utilizar Java, 1 FAP  irá utilizar o Python e 1 FAP irá utilizar o PHP.
Para a variável V22 identificamos que 3 FAPs irão utilizar o PostGreSQL como banco de dados, 3 FAPs não souberam responder e 1 FAP irá utilizar o SQL Server.

4.2.5 DEMAIS QUESTÕES DO FORMULÁRIO
Nessa seção serão apresentadas as 2 questões que foram utilizadas como feedback da visão dos entrevistados do questionário submetido.
Para a variável V23 identificou-se que 17 FAPs acharam o questionário fácil, 3 FAPs acharam o questionário tranquilo e apenas 1 FAP não respondeu.
Para a variável V24 identificou-se em 7 FAPs que enviaram respostas abertas. Em 2 respostas verificamos a preocupação da Instituição no mapeamento dos processos, principalmente naquelas que estão no início da implantação de seu SI.

5 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Após análise dos dados obtidos na pesquisa será utilizada a distribuição orçamentária apresentada na seção anterior.
Pela  análise  da  distribuição  orçamentária  das  FAPs,  a  nível  nacional, identificou-se uma grande disparidade, principalmente para as regiões Sul, Norte e Nordeste que possuem juntas 17% da distribuição orçamentária.
Analisando o ano de criação das FAPs, constata-se que 67% das FAPs foram criadas depois de 1996, indicando que a aplicação de recursos em ciência, tecnologia e inovação em alguns estados é relativamente recente.
Verifica-se que mais da metade das FAPs possuem menos de 50 funcionários, valores que as classificariam como microempresas, e consequente às áreas de Tecnologia da Informação possuem, em sua grande maioria, 5 funcionários no máximo. Portanto, possuem um funcionário de TIC para cada 10 funcionários de sua estrutura.
Apesar da maioria da FAPs ser recente, verifica-se que 90% delas já possuem um  sistema de  Informação implantado e  que  50%  destes sistemas foram desenvolvidos através de equipes internas. Quanto ao percentual de desenvolvimento interno pode-se dizer que é satisfatório, pois 63% das áreas de TIC devem estar alinhadas com o Planejamento Estratégico. Também é válido indicar que 90% das FAPS que possuem um Planejamento Estratégico, com missão e a visão da instituição definidos.
Verifica-se também que 53% dos funcionários de TIC possuem, no mínimo, graduação e que 63% das FAPs investem em treinamento para essas equipes.
Porém, identificou-se que 29% das FAPs não utilizam um processo formal de desenvolvimento de SI  e  que  apenas 14% das  FAPs  não  sabem ou não realizam levantamento de requisitos. Também se verifica que 57% das FAPs utilizam o PHP como linguagem de programação e que 64% utilizam banco de dados gratuitos (PostgreSQL e MySQL), o que pode indicar a escassez de recursos das instituições.
Quanto à atualização dos sistemas, 64% dos SI são atualizados pelo menos 1 vez por mês, sendo 7% atualizados diariamente. Essa abordagem reflete a preocupação das áreas de TIC em disponibilizar, de forma rápida e eficiente, novos módulos ou funcionalidades solicitadas pelos usuários, além das correções de possíveis defeitos encontrados após a implantação, apesar dos testes realizados por 93% das FAPs.
Para as FAPS que não possuem um SI implementado, verifica-se que 57% pretendem utilizar uma ferramenta de desenvolvimento freeware e que 43% pretendem utilizar o banco de dados PostgreSQL.
Por fim, verifica-se que 81% dos entrevistados consideraram o questionário de fácil preenchimento, o que facilitou a obtenção dos resultados.

6 CONCLUSÃO
Este trabalho apresentou um estudo de caso referente às Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) de todas as regiões do Brasil a fim de analisar a situação do departamento de Tecnologia da Informação das FAPs quanto a sua estrutura e a seus Sistemas de Informações.
Para analisar a situações das FAPs foi elaborado um questionário abordando os seguintes aspectos: Quantidade de funcionários da área de TIC,Planejamento das FAPS, Sistema de Informação, Nível de escolaridade da equipe,Processo de Desenvolvimento Software,Previsões para o futuro dentre outros.  Através  das  respostas  das  FAPS podemos verificar  e  analisar  a situação das FAPs.
Após análise de todos os dados apresentados na pesquisa conclui-se que, apesar de pequenas e com recursos escassos, as áreas de TIC vêm utilizando o máximo de tecnologias, principalmente as livres, para atenderem as necessidades impostas pela sociedade e pelas áreas de tomada de decisão das FAPs.
Concluímos que existe uma disparidade na distribuição orçamentária, somando as regiões Sul, Norte e Nordeste juntas possuem 17% da distribuição total, observamos  que  mais  da   metade  das  FAPs   possuem  menos  de   50 funcionários e destes apenas 10% são da área de TIC, dentre eles mais de 50% possuem no mínimo graduação e que mais de 60% das FAPs investem em treinamentos para sua equipe.
Podemos  verificar  que  mais  de  90%  das  FAPs  possuem  Sistema  de Informação e em 50% dos casos são desenvolvidos por equipes internas e 63% das FAPs o TIC esta alinhado com o Planejamento Estratégico. Identificamos que 40% das FAPs não possuem um processo formal de desenvolvimento de software
Apesar de o questionário ser abrangente, não foi possível identificar a ligação entre as tecnologias utilizadas no SI e a distribuição orçamentária apresentada.
Portanto, como sugestão futura, indica-se o envio de um segundo questionário mais específico com relação a este assunto no intuito de elucidar essa questão.

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