Inovação, ferramenta para a quebra de paradigmas corporativos
Harley Pinto - 03/02/2012
“No Brasil, sobra dinheiro para projetos de inovação. Mas faltam projetos viáveis”, afirma o engenheiro da CEMIG Frederico Ribas
Inovação, não apenas no ambiente corporativo, mas sobretudo na forma como os profissionais encaram os desafios que a carreira lhes apresenta. Essa foi a principal constatação do workshop promovido pelo IETEC na noite de ontem.
Com uma plateia ansiosa por conhecer o que seria a inovação aplicada às empresas, os trabalhos foram iniciados com uma apresentação da professora da pós-graduação em inovação do Instituto, Terezinha Araújo. Ela explicou aos presentes a diferença que há, sobretudo, entre inovação e criatividade. “Muitas pessoas se equivocam e pensam que trata-se da mesma coisa, de sinônimos. Mas na realidade uma auxilia a outra a melhor se desenvolver. Essas questões têm despertado o interesse das empresas, que compreenderam o valor que tais paradigmas representam para seus negócios.
Após sua análise, foi apresentado o case CEMIG, pelo engenheiro de tecnologia da Gerência de Gestão Tecnológica, Frederico Bruno Ribas Soares. Ele abordou o investimento da concessionária de energia na adoção da gestão da inovação e o quanto esse processo auxilia a empresa a abrir novos mercados, visando sua missão. “Queremos estar entre os dois maiores grupos de energia do Brasil, e ser líder mundial em sustentabilidade do setor. Para isso, uma série de ações são implementadas. Por exemplo, exploramos alternativas energéticas que não fazem parte do nosso portfólio, como a geração de energia não-convencional, através do uso de fontes não-renováveis de menor impacto ambiental”.
Além de abordar o case CEMIG, Ribas fez considerações sobre o boom de inovação que estamos vivenciando no país. “Na realidade, no Brasil sobra dinheiro para projetos que envolvam inovação. O que faltam são projetos viáveis, para serem implementados efetivamente. O brasileiro ainda não percebeu o filão que possuímos. As empresas, das mais variadas áreas e portes, estão sedentas por projetos de inovação. As pessoas ainda pensam que inovação é a criação de novos produtos. Não é. Podemos, e devemos inovar, em produtos que são sucesso de venda, por exemplo, como forma de mantermos essa fatia do mercado”, afirmou o engenheiro.
Fechando o evento, a ex-aluna do curso de inovação do IETEC e engenheira elétrica Mariana Santos, deu um depoimento sob o ponto de vista do profissional da área. Para ela, além de projetos, falta mão de obra capacitada para suprir essa demanda das empresas. “Trata-se de um mercado emergente e carente de profissionais capacitados. As pessoas precisam compreender que a inovação não é coisa do Tio Patinhas. A inovação é um facilitador da quebra de barreiras e paradigmas corporativos. Por outro lado, as empresas necessitam criar um ambiente para que a inovação ocorra. A isso chamamos de gestão da inovação. Somente com técnicas é possível criar novas frentes de negócio, ou seja, gerar lucro através da inovação”, afirma a profissional, que trabalha, desde 2007, na área de automação da Gerdau Açominas.
Abaixo, disponibilizamos as apresentações dos palestrantes da noite.